Deus é maior!!!!!!!!!!!!!!

Junior é professor de geografia, Geógrafo, maranhense, católico, flamenguista, motense, amante da velocidade. Guia das Oficinas de Oração e Vida para jovens e um brasileiro que nunca desiste .

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

TEORIAS DEMOGRÁFICAS

TEORIA DE MALTHUS
1º) caso não seja detida por obstáculos (guerras e epidemias), a população mundial tende a crescer segundo uma progressão geométrica, duplicando a cada 25 milhões de anos.
2º) os meios de subsistência, na melhor das hipóteses, só podem aumentar segundo uma progressão aritmética.
Ao considerar esses dois postulados, Malthus concluiu que o ritmo de crescimento populacional seria mais acelerado que o ritmo de crescimento da produção alimentar (PG x PA). Previa ainda que um dia estariam esgotadas as possibilidades de aumento de área cultivada, pois todos os continentes estariam plenamente ocupados pela agropecuária e a população do planeta continuaria crescendo. A conseqüência seria a fome, a falta de alimentos para abastecer as necessidades de consumo do planeta. Para evitar esse flagelo, Malthus, um pastor da Igreja Anglicana contrário aos métodos anticoncepcionais, propunha a sujeição moral, ou seja, que as pessoas só tivessem filhos se possuíssem terras cultiváveis para poder alimentá-los, prática da castidade, casamentos tardios, abstinência sexual etc.
Hoje, sabe-se que suas previsões não concretizaram: a população do planeta não duplicou a cada 25 anos e a produção de alimentos cresceu no mesmo ritmo do desenvolvimento tecnológico. Mesmo que se considere uma área fixa de cultivo, a produção (quantidade produzida) aumenta, já que a produtividade (quantidade produzida por área – toneladas de arroz por hectare, por exemplo) também vem aumentando sem parar.
Essa teoria, quando foi elaborada, parecia muito consistente. Os erros de previsão estão ligados principalmente às limitações da época para a coleta de dados, já que Malthus tirou suas conclusões a partir da observação do comportamento demográfico em uma região limitada, com população predominantemente rural, e as considerou válidas para todo o planeta no transcorrer da história. Não previu os efeitos decorrentes da urbanização na evolução demográfica e do progresso tecnológico aplicado à agricultura.
Desde que Malthus apresentou sua teoria, são comuns os discursos que relacionam de forma simplista a ocorrência da fome no planeta ao crescimento populacional. A fome que castiga mais da metade da população mundial é resultado de má distribuição, e não da carência na produção de alimentos. A atual produção agropecuária mundial é suficiente para alimentar cerca de 9 bilhões de pessoas, enquanto a população do planeta agora que atingiu a cifra de 6 bilhões. A fome existe porque as pessoas não possuem o dinheiro necessário para suprir suas necessidades básicas, fato facilmente observável no Brasil: apesar do enorme volume de alimentos exportados, as prateleiras estão sempre lotadas e a panela de muitos operários e bóias-frias, sempre vazias.
a) A teoria malthusiana é de tendência religiosa e é antinatalista.
b) LEI DOS RENDIMENTOS DECRESCENTES – quando Malthus tratou o problema de que a produção de alimentos não acompanha o crescimento populacional, baseou-se na lei dos rendimentos decrescentes. Essa lei, utilizada pelos economistas clássicos desde o século XVIII, sustenta que o rendimento do solo não cresce em proporção à intensificação progressiva do trabalho ou ao aumento de trabalho.
Malthus baseava-se no fato de que a área de terras cultiváveis é limitada, ocorrendo um aumento da população (fator variável), chegar-se-ia a um ponto-limite onde ocorreria uma renda decrescente, isto é, não haveria um aumento populacional de rendimento da terra ou em relação à quantidade de trabalho e capital empregado.


TEORIA NEOMALTHUSIANA
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, foi realizada uma conferência de paz em 1945, em São Francisco, que deu origem à Organização das Nações Unidas (ONU). Na ocasião, foram discutidas estratégias de desenvolvimento, visando a evitar a eclosão de um novo conflito militar em escala mundial. Havia apenas um ponto de consenso entre os participantes: a paz depende da harmonia entre os povos e, portanto, da diminuição das desigualdades econômicas no planeta. Agora, como explicar e, a partir daí, enfrentar a questão da miséria nos países subdesenvolvidos?
Esses países buscaram a raiz de seus problemas na colonização do tipo exploração implantada em seus territórios e nas condições de desigualdade das relações comerciais que caracterizam o colonialismo e o imperialismo. Passaram a propor amplas reformas nas relações econômicas, em escala planetária, que, é óbvio, diminuíram as vantagens comerciais e, portanto, o fluxo de capitais e a evasão de divisas dos países subdesenvolvidos em direção ao caixa dos países desenvolvidos.
Nesse contexto histórico, foi criada a teoria demográfica neomalthusiana, uma tentativa de explicar a ocorrência da fome nos países subdesenvolvidos. Ela é defendida pelos países desenvolvidos e pelas elites dos países subdesenvolvidos, para se esquivarem das questões econômicas.
Segundo essa teoria, uma população jovem numerosa, resultante das elevadas taxas de natalidade verificadas em quase todos os países subdesenvolvidos, necessita de grandes investimentos sociais em educação e saúde. Com isso, diminuem os investimentos produtivos nos setores agrícola e industrial, o que impede o pleno desenvolvimento das atividades econômicas e, portanto, da melhoria das condições de vida da população. Ainda segundo os neomalthusianos, quanto maior o número de habitantes de um país, menor a renda per capita e a disponibilidade de capital a ser distribuído pelos agentes econômicos. Verifica-se que essa teoria, embora com postulados totalmente diferentes daqueles utilizados por Malthus, chega a mesma conclusão: o crescimento populacional é responsável pela ocorrência da miséria. Ela passa, então, a propor programas de controle da natalidade nos países subdesenvolvidos e a disseminação da utilização de métodos anticoncepcionais. É uma tentativa de enfrentar problemas socioeconômicos exclusivamente a partir de posições contrárias a natalidade, de acobertar os efeitos devastadores dos baixos salários e das péssimas condições de vida que vigoram nos países subdesenvolvidos a partir de uma argumentação demográfica. Dizer que os países subdesenvolvidos desviaram dinheiro do setor produtivo para os investimentos sociais é, no mínimo, hipocrisia.
a) A Teoria Malthusiana é de tendência político-econômica e é antinatalista, pois depende do uso de métodos anticoncepcionais para o controle da natalidade.
b) A argumentação neomalthusiana é refutada por muitos economistas, sociólogos e outros especialistas, principalmente no mundo subdesenvolvido. As divergências podem ser resumidas da forma que segue:
 Não aceitam a noção de que desenvolvimento econômico seja o aumento da renda per capita, pois se sabe que a mesma é uma média aritmética e, assim sendo, não retrata as reais condições de renda da população segundo as classes sociais. Entendem que desenvolvimento econômico é um processo bem mais amplo, que consiste em mudanças sociais e mentais de uma população.
 Existem interesses de grupos fabricantes de pílulas anticoncepcionais, juntamente com alguns governos de países desenvolvidos, em controlar a natalidade de muitos novos. Isso implica maior venda dos laboratórios farmacêuticos que comercializam as pílulas ou os ingredientes para a sua fabricação.
c) Os neomalthusianos acusam o crescimento demográfico acelerado como uma das mais importantes causas da:
 escassez de investimentos para a expansão da economia dos países subdesenvolvidos, pois, segundo os neomalthusianos, grande parte desses investimentos são direcionados, obrigatoriamente, ao atendimento social dos novos contigentes populacionais que surgem a cada ano;
 existência, nos países subdesenvolvidos, de enormes bolsões de pobreza e, consequentemente, de um clima permanente de instabilidade política, manifestada pela eclosão de freqüentes rebeliões internas;
 expansão desenfreada e predatória da exploração dos recursos disponíveis nos países subdesenvolvidos, atitude que estaria repercutindo no contexto ambiental do planeta.



TEORIA REFORMISTA (OTIMISTA OU MARXISTA)
Em resposta aos neomalthusianos, foi elaborada a teoria reformista, que inverte a conclusão das duas teorias demográficas anteriores.
Uma população jovem numerosa, em virtude de elevadas taxas de natalidade, não é a causa, mas a conseqüência do subdesenvolvimento. Em países desenvolvidos onde o padrão de vida da população é elevado, o controle da natalidade ocorreu paralelamente à melhoria da qualidade de vida da população e espontaneamente, de uma geração para outra. Uma população jovem numerosa só se tornou empecilho ao desenvolvimento das atividades econômicas nos países subdesenvolvidos porque não foram realizados investimentos sociais, principalmente em educação e saúde. Essa situação gerou um enorme contingente de mão-de-obra desqualificada ingressando anualmente no mercado de trabalho. Essa realidade tende a rebaixar o nível médio de produtividade por trabalhador e a continuar a empobrecer enormes parcelas da população desse país. É necessário o enfrentamento em primeiro lugar, das questões sociais e econômicas para que a dinâmica demográfica entre em equilíbrio.
Para os defensores dessa corrente, a tendência de controle espontâneo da natalidade é facilmente verificável ao se comparar a taxa de natalidade entre as famílias brasileiras de classe baixa e as de classe média. À medida que as famílias obtêm condições dignas de vida, tendem a diminuir o número de filhos para não comprometer o acesso de seus dependentes aos sistemas de educação e saúde.
Quando o cotidiano familiar transcorre em condições miseráveis e as pessoas não têm consciência das determinações econômicas e sociais, vivem de subempregos, em submoradias e subalimentadas, como esperar que elas estejam preocupadas em gerar menos filhos?
Essa teoria, enfim, é mais realista, por analisar os problemas econômicos, sociais e demográficos de forma objetiva, partindo de situações mais do dia-a-dia das pessoas.
a) A teoria reformista é de tendência político-econômica e é antimiséria, antipobreza e antisubdesenvolvimento.
b) Segundo os reformistas, que são os analistas contrários às idéias neolmalthusianas, o caráter predatório da ocupação dos espaços naturais no mundo subdesenvolvido tem muito mais a ver com o processo de expansão dos grandes capitais internacionais do que com as necessidades geradas pelo crescimento demográfico acelerado das populações que o integram. Um acontecimento cada vez mais comum no cerrado brasileiro apoia essa tese: o uso indiscriminado da queimada, tendo em vista a implantação de culturas comerciais de grande valor no mercado externo.
c) A polêmica entre os neomalthusianos e os reformistas ganha outros contornos nos dias atuais, pois está ocorrendo um fato que não estava previsto nas duas análises: embora ainda estejam elevadas, tem havido uma retração nas taxas de crescimento da população mundial, provocada por um expressivo declínio da natalidade.

6 comentários:

Anônimo disse...

ba cara procureina internet toda mas só achei aqui no teu blog valeu me ajudou muito

Anônimo disse...

vlw msm aew tb ajudo pakaraio

Anônimo disse...

nuss. obrigado obrigadaooouooo cara procurei tbm tudo lugar soh aki achei valew..................................

Anônimo disse...

kkk bom que me serviu pra prova de amanha =D
Parabens pelo site!!
beeijos Samira (;

adriel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

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