Deus é maior!!!!!!!!!!!!!!

Junior é professor de geografia, Geógrafo, maranhense, católico, flamenguista, motense, amante da velocidade. Guia das Oficinas de Oração e Vida para jovens e um brasileiro que nunca desiste .

terça-feira, 18 de novembro de 2008

MANIFESTAÇÕES CARNAVALESCAS DE SÃO LUIS

Meu amigo Sérgio, mandou isto. Achei muito interessante.

O Sérgio é professor de ED. Física e Capoeira. Amante dos esportes e das tradições culturais do Estado do Maranhão.


BARALHO
Cordão de várias pessoas que animava as ruas de São Luís nas épocas dos antigos carnavais. Formado em sua origem por grupos de negros que percorriam as ruas da cidade cantando músicas com letras picantes de duplo sentido, tocando castanholas, sanfona, pandeiros, reco-reco, clarinete e violão.
Estavam presentes também os tambores, que davam o ritmo, tocados por “crioulos nus da cintura pra cima”. Valia tudo quanto era fantasia: marinheiro de chegança, de caninha verde, terecô, bumba-meu-boi, roupas do Divino, fofão, Dominó e Cruz-diabo.

BLOCO AFRO
Bloco carnavalesco que utiliza em sua indumentária, ritmo e letra aspectos das culturas africanas. Sendo geralmente um grupo de pessoas com traços étnicos africanos que saem no carnaval revivendo as tradições africanas. Utilizando um
conjunto percussivo e vestimentas cuja temática das estampas estabelecem ligação com a África.

BLOCO ALTERNATIVO
Oriundos das antigas charangas e blocos de sujos, os Blocos Alternativos surgiram no início da década de 1990, incorporando estilos diversificados, tanto na sua parte musical, quanto na parte visual. Alguns são animados por bandas de música tradicionais, com instrumentos de sopros e percussão que tocam marchinhas carnavalescas e cujo som é amplificado por carros de sons (trios elétricos de pequeno e médio porte) e usam fantasias, confeccionadas artesanalmente, e/ou camisas coloridas pintadas com motivos carnavalescos, também conhecidas pelo nome baiano de abadás.

BLOCO TRADICIONAL
Considerados os grupos de grande popularidade entre os carnavalescos em nosso meio, antes denominados blocos de ritmo, desenvolvem o ritmo genuinamente maranhense utilizando os famosos contratempos, ritintas, cabaças, agogôs e reco-reco. Costumam desenvolver em seus temas apologias ao arlequim, fidalgos, pierrot, arautos e outras denominações, utilizando riquíssimas e luxuosas fantasias, executando em seus repertórios suas próprias canções e também composições em geral do repertório popular. O ideal é que se apresentem nos circuitos do carnaval com no mínimo 30 componentes na bateria, 15 a 20 balizas, cavaquinho, violão e cantor.

BLOCO ORGANIZADO
Outrora denominados “charangas”, os blocos organizados alcançaram o seu apogeu nos anos oitenta, nos disputadíssimos desfiles da segunda-feira de carnaval na Praça Deodoro. São blocos formados por grupos de 40 a 60 brincantes fantasiados com roupas de tecido estampado na mesma padronagem, animados por uma bateria levando para o local de apresentação um enredo. Apresentam-se no circuito carnavalesco com o mínimo de 30 ritmistas, cantor e cavaquinho.

CASINHA DA ROÇA
Retratando um típico casebre do nosso “caboclo”, a casinha da roça é uma outra brincadeira marcadamente maranhense. Trata-se de um carro alegórico montado na carroceria de um caminhão todo recoberto de palha com utensílios e características próprias de um casebre rural. Das janelas aparecem mulheres lavando louça e assando carne. No interior do casebre estilizado, um tambor de crioula toca e dança a medida que o carro se desloca pelas ruas. O carro alegórico transporta ainda a quebradeira de coco, uma mulher peneirando o arroz e outros “tipos” maranhenses. Ao redor do caminhão, os “índios” dançam e os “caçadores” exibem animais vivos.

CAPOEIRA
É uma expressão cultural brasileira que mistura luta, dança, cultura popular, música. Desenvolvida no Brasil por escravos africanos e seus descendentes, é caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando os pés, as mãos, a cabeça, os joelhos, cotovelos, elementos ginástico-acrobáticos, e golpes desferidos com bastões e facões, estes últimos provenientes do Maculelê. Uma característica que a distingue da maioria das outras artes marciais é o fato de ser acompanhada por música.

CORDÕES DE URSO
É um auto popular apresentado no período carnavalesco, onde dois cordões de homens e mulheres, jovens e crianças se mostram fantasiados de caboclos, índios, soldados, curandeiros, médicos veterinários, baianas e ciganas. A apresentação tem, ao centro, três personagens mascarados que rebolam todo o tempo: um macaco, um cachorro e um urso. Ao som de marchinhas carnavalescas executadas por um grupo de tocadores de banjo, violino, pandeiro, tarol, agogô e triângulo, a brincadeira contagia os espectadores. O auto conta a estória de um caçador que vai caçar nas montanhas e, chegando a uma aldeia de índios, encontra os três animais. Após negociar com os índios a compra dos bichos, deixa os donos dos animais em prantos. Os animais ficam doentes, o que demanda a presença do veterinário, que não resolvendo o problema, tem de ceder lugar aos curandeiros, estes impedidos de atuar pelos policiais. Diante da situação criada, o chefe índio tenta reaver os animais criando um conflito com o caçador, o que resulta numa batalha entre o povo índio e o povo do caçador, cabendo a vitória ao grupo do caçador. No final da estória, os animais ficam curados e tudo acaba com muita dança. O Folião se fantasia de urso, vestido com um macacão de estopa (tecido grosseiro de cânhamo) esfiapado, de onde sai um rabo comprido. O urso
desfila preso a uma corrente puxada por um domador fantasiado de macaco. O domador, com um chicote na mão, força o urso a mostrar suas habilidades. O urso pára e dança na porta das casas, enquanto o macaco recolhe as gorjetas numa lata de goiabada vazia.

CORSO
Espécie de carro alegórico que desfilava depois das quatro horas da tarde pelas ruas da cidade, os corsos eram carros particulares das famílias tradicionais que desfilavam em automóveis V-8 e Studbaker e Baratinhas Ford, enfeitados de fitas e flores, de capota arriada, levando moças e rapazes jogando confetes, serpentinas e lança-perfumes nas pessoas. Os corsos em caminhões eram os populares. Nas barras de proteção da carroceria do caminhão eram colocadas tábuas para ficarem mais altas. O
traje era uma blusa com uma saia ramalhuda que cobria toda a barra da carroceria do caminhão, geralmente com um tema que determinava a fantasia. A orquestra era formada por três ou quatro músicos, sempre um ou dois instrumentos de sopro, indispensáveis para chamar a atenção. As moças vinham cantando e batendo pandeirinhos de brinquedo.
Na década de 50, os corsos exibiam grandes animais de madeira e papelão: águias, elefantes, jacarés, cavalos alados, pavão, ursos, figuras do mundo antigo, palácios e fontes com uma criatividade igual à dos carnavalescos da década de 70.

ESCOLA DE SAMBA
São agremiações de cunho popular, que se caracterizam pelo canto e dança do samba.
Grupos de foliões que, divididos em alas, se apresentam na passarela e circuitos dos bairros, fazendo evoluções com base num tema escolhido previamente. Em São Luís, esses grupos eram conhecidos, originariamente, como turmas. Nas apresentações dos circuitos do carnaval, normalmente apresentam-se com o mínimo de 50 ritmistas, casal de mestre-sala e porta-bandeira, baianas e alguns componentes de frente, além do seu intérprete oficial, cavaquinho e violão.

ESPETÁCULO TEATRAL DE RUA
São apresentações musicais teatrais ao ar livre que, no período do Carnaval de São Luís, se propõem a resgatar os antigos autos carnavalescos, como a chegança, uma manifestação de origem portuguesa. Num verdadeiro passeio por elementos tradicionais da nossa folia, são rememorados personagens e brincadeiras como colombina, corso, pierrot, baralho, dominó, arlequim, cruzdiabo e fofão. Com o elenco formado por músicos, cantores e atores o espetáculo tem um roteiro musical que mistura canções de cantores maranhenses e de outras regiões, diretamente relacionadas com o carnaval.

TURMA DE SAMBA TRADICIONAL
Conhecidos como a velha guarda das chamadas turmas de samba, são grupos de batucada do samba tradicional do carnaval maranhense, caracterizado pelo ritmo cadenciado da batucada com os instrumentos: surdo, tarol de mão, pandeiro, ganzá, retinta, cavaquinho, cabaça e cuíca que reproduzem os sons dos antigos carnavais. O figurino, assim como a batucada, chama a atenção pelo estilo clássico: os homens usam cartola e terno. As mulheres, as chamadas “pastoras”, não ficam de fora e completam a alegria.

TAMBOR DE CRIOULA
É uma dança praticada por descendentes de negros do Maranhão, em louvor a São Benedito. Marcada por muita descontração dos brincantes, a animação é feita com o canto puxado pelos homens, com acompanhamento das mulheres, chamadas de coreiras.
As dançantes se apresentam individualmente no interior de uma roda formada por um grupo de vários brincantes, incluindo dirigentes, dançantes, cantadores e tocadores. A brincante que está no centro é responsável pela demonstração coreográfica principal, mostrando sua forma individual de dançar. No centro da roda os movimentos são mais livres, mais intensos e bem acentuados. No Tambor de Crioula encontramos uma particularidade que se constitui o ponto mais alto da dança, a punga, entre as mulheres, se caracteriza como o convite para entrar na roda. Quando a brincante está no centro e quer sair, avança em direção à outra companheira, aplicando-lhe a punga, que consiste no toque com a barriga. A que estiver na roda vai para o centro para continuar a brincadeira.

TRIBO DE ÍNDIO
Brincadeira que surgiu, provavelmente, nos anos 40, imitando um ritual de cura conduzido por um pajé. A brincadeira é composta por meninos e adolescentes vestidos com trajes de índios norte-americanos, com pinturas pelo corpo, vestidos de saiote, tendo cocares sobre a cabeça e arco e flecha como adereços, nas mãos. A brincadeira utiliza muitos surdos (tambores enormes) ou tantãs e retintas. Os brincantes dançam ao som de uma batucada marcada por retintas e tambores de marcação. O ritmo desenvolve-se acelerado numa coreografia circular em volta do totem e das tendas utilizadas como cenário.

2 comentários:

Anônimo disse...

muito legAL MAIS QUERIA DO BRASIL

Anônimo disse...

perfeito!!!! totalmente o que eu queria para minha escola meu trabalho ficou nota 1000!!!!