Deus é maior!!!!!!!!!!!!!!

Junior é professor de geografia, Geógrafo, maranhense, católico, flamenguista, motense, amante da velocidade. Guia das Oficinas de Oração e Vida para jovens e um brasileiro que nunca desiste .

segunda-feira, 7 de julho de 2008

CASTELO, NUNCA MAIS!!!!!! Apenas retransmitindo algo que me enviaram.....

Estudantes ligados a associações da categoria lançaram o o seguinte manifesto ontem, inclusive endereçado aos meios de comunicação:





CARTA ABERTA À JUVENTUDE DE SÃO LUÍS



ESTUDANTE TEM MEMÓRIA!!!!

CASTELO NUNCA MAIS!!!

Há quase 29 anos, no dia 17 de setembro, os estudantes da ilha rebelde começaram um movimento que originou a meia-passagem. Movimento que foi duramente reprimido pelo então governador biônico (indicado pelos militares ditadores) do Maranhão, JOÃO CASTELO.

Os estudantes maranhenses foram duramente massacrados, espancados, pisoteados, baleados, presos e torturados pelos militares comandados pelo seu "Chefe Maior", JOÃO CASTELO.

O tempo passou, mas até hoje muitas feridas não cicatrizaram e muitos estudantes ainda carregam em seus corpos as marcas desse tenebroso capítulo da história do movimento estudantil.

Portanto, cabe a nós, estudantes, não permitir que este momento tão tortuoso - que marcou a nossa história de forma trágica - cair no esquecimento.

Por isso, para que as gerações futuras conheçam quem é JOÃO CASTELO, um governante ditador, déspota, não vamos ficar calados!!!

Não podemos, estudantes de São Luís, permitir que JOÃO CASTELO seja Prefeito. Pois isso representa um retrocesso e acima de tudo um perigo à democracia, à liberdade de expressão e aos movimentos sociais.

Dessa forma, apresentamos nosso repúdio e indignação contra esse candidato, que representa o retorno de uma ditadura maquiada.



Um homem envelhece, mas não muda o seu modo de pensar e de agir!!!!

Movimento CASTELO NUNCA MAIS!



Fesma - Federação dos Estudantes Secundaristas do Maranhão MEI - Movimento Estudantil Independente

Unipar - União dos Estudantes do Ensino Superior Particular

CES- Central de Atendimento Estudantil

AESMU - Associação dos Estudantes Secundaristas Metropolitanos de Upaon-Açu

quinta-feira, 3 de julho de 2008

LINHAÇA

Nos últimos dias andi me alimentando com produtos que continham uma sementinha chamada de Linhaça. Tudo em função de minhas irmãs (Liane, Socorro e Raimunda) e minha esposa que passaram a se alimentar com produtos incorparandos sementes de uma poderosa planta preventiva de inúmeras doenças.
Por isso andei pesquisando sobre a linhaça e descobrir inúmeras informações, vejam.

PROPRIEDADES DA LINHAÇA: sgundo investigadores do INSTITUTO CIENTÍFICO PARA ESTADO DA LINHAÇA DO CANADÁ e dos ESTADOS UNIDOS, têm enfocado sua atenção no rol desta semente na prevenção e cura de numerosas doenças degenerativas. As investigações e a experiência clínica têm demonstrado que o consumo em forma regular de semente de linhaça, previne ou cura as seguintes doenças:
CÂNCER: de mama, de próstata, de colon, de pulmão, etc.

A semente de linhaça contém 27 componentes anti-cancerígenos ,um deles é; a LIGNINA.
A semente de linhaça contém 100 vezes mais Lignina que os melhores grãos integrais. Nenhum outro vegetal conhecido até agora iguala essas propriedades. Protege e evita a formação de tumores. Só no câncer se recomenda combinar semente de linhaça moída com queijo cottage baixo em calorias.

- BAIXA DE PESO: A linhaça moída é excelente para baixa de peso,pois elimina o colesterol em forma rápida. Ajuda a controlar a obesidade e a sensação desnecessária de apetite, por conter grandes quantidades de fibra dietética, tem cinco vezes mais fibra que a aveia. Se você deseja baixar de peso, tome uma colher a mais pelas tardes.

- SISTEMA DIGESTIVO: Prevêem ou cura o câncer de colon. Ideal para artrite, prisão de ventre, acidez estomacal. Lubrifica e regenera a flora intestinal. Expulsão de gases gástricos. É um laxante por excelência.Previne os divertículos nas paredes do intestino.
Elimina toxinas e contaminadores. A linhaça contém em grandes quantidades dos dois tipos de fibras dietéticas solúvel e insolúvel.Contém mais fibra que a maioria dos grãos.

- SISTEMA NERVOSO: É um tratamento para a pressão. As pessoas que consomem linhaça sentem uma grande diminuição da tensão nervosa e uma sensação de calma. Ideal para pessoas que trabalham sob pressão.
Melhora as funções mentais dos anciãos, melhora os problemas de conduta (esquizofrenia). A linhaça é uma dose de energia para teu cérebro,porque contém os nutrientes que reduzem mais urotransmisores (reanimações naturais) .

- SISTEMA IMUNOLÓGICO: A linhaça alivia alergias, é efetiva para o LUPUS. A semente de linhaça por conter os azeites essenciais Omega 3,6, 9 e um grande conteúdo de nutrientes que requeremos constantemente, faz com que nosso organismo fique menos doente, por oferecer uma grande resistência às doenças. Contém grandes quantidades de rejuvenescedor, pois retém o envelhecimento. A linhaça é útil para o tratamento da anemia.

- SISTEMA CARDIOVASCULAR: É ideal para tratar a arteriosclerose,elimina o colesterol aderido nas artérias, esclerose múltipla, trombose coronária, alta pressão arterial , arritmia cardíaca , incrementa as plaquetas na prevenção da formação de coágulos sanguíneos. É excelente para regular o colesterol ruim . O uso regular de linhaça diminui o risco de padecer de doenças cardiovasculares. Uma das características ÚNICAS da linhaça é que contém uma substância chamada taglandina, a qual regula a pressão do sangue e a função arterial e exerce um importante papel no metabolismo de cálcio e
energia. O Dr. J H. Vane, ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1962 por descobrir o metabolismo dos azeites essenciais Omega 3 e 6 na prevenção de problemas cardíacos.

- DOENÇAS INFLAMATÓRIAS: O consumo de linhaça diminui as condições
inflamatórias de todo tipo. Refere-se a todas aquelas doenças terminadas em "TITE", tais como: gastrite, hepatite , artrite, colite, amidalite,meningite , etc.

- RETENÇÃO DE LÍQUIDOS: O consumo regular de linhaça, ajuda aos rins a excretar água e sódio. A retenção de água (Edema) acompanha sempre à inflamação de tornozelos, alguma forma de obesidade, síndrome pré-menstrual, todas as etapas do câncer e as doenças cardiovasculares.

- CONDIÇÕES DA PELE E CABELO: Com o consumo regular de sementes de linhaça você notará como sua pele volta-se mais suave . É útil para a pele seca e pele sensível aos raios do sol. É ideal para problemas na pele tais como: psoriase e eczema . Recomenda-se também como máscara facial para uma limpeza profunda do cútis. Ajuda na eliminação do pano branco, manchas, acne, espinhas,etc. É excelente para a calvície . Essa é uma boa notícia para quem sofre de
calvície. Também é útil no tratamento da caspa . Use-a como geléia para fixar e NUTRIR teu cabelo. Não use vaselinas que danificam teu coro cabeludo e teu cabelo.

- DIABETE: O consumo regular de linhaça favorece o controle dos níveis de açúcar no sangue. Esta é uma excelente notícia para os insulina -dependentes.

- VITALIDADE FÍSICA: Um dos mais notáveis indicativos de melhora devido ao consumo de linhaça é o incremento progressivo na vitalidade e na energia. A linhaça aumenta o coeficiente metabólico e a eficácia na produção de energia celular . Os músculos se recuperam da fadiga do exercício.

- MODO DE USAR: Duas colheres de sopa por dia, batidas no liquidificador, se mistura em um copo de suco de fruta, ou sobre a fruta, ou com a aveia, ou iogurte no café da manhã ou no almoço. Podem tomar pessoas de todas as idades (crianças, adolescentes e anciãos).Inclusive mulheres grávidas. (informações obtidas no GOOGLE)

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Industria nos países ricos (em revisão )

Este material está em revisão, mas por nossa pressa em colocá-lo, vai assim mesmo.
>>>> A INDUSTRIALIZAÇÃO NO JAPÃO

o Japão ou Nippon ("sol nascente") é um país de civilização milenar, marcada em seus primórdios por forte influência cultural da China.

Alternando longos períodos de governo imperial e militar (xogunato), foi somente no século XVI que os japoneses fizeram contato com os povos ocidentais (europeus, especificamente). Esses contatos resultaram da presença, no Japão, de comerciantes e missionários católicos portugueses (1543), depois espanhóis e holandeses.

Pode-se dizer que somente a partir dessa época os japoneses se iniciaram nas artes da construção naval de maior porte e da navegação de longo curso, e conheceram as armas de fogo utilizadas pelos europeus. Entretanto, por razões políticas e religiosas, de 1637 (xogunato de Tokunawa) a 1853 (abertura do comércio ao Ocidente), o Japão permaneceu praticamente isolado o resto do mundo, evitando a interferência das potências expansionistas ocidentais.

País de estrutura feudal, economia agrícola e regime militar, após 1868, com a subida ao poder do jovem imperador Matsuhito (início da Era Meiji), o Japão abriu-se definitivamente para o Ocidente, dando início ao processo de industrialização e modernização que conhecemos atualmente.

Para tanto, foi necessário romper com as estruturas arcaicas até então dominantes no país. Em outras palavras, procedeu-se a uma verdadeira revolução em quase todas as estruturas e setores essenciais ao desenvolvimento do país: extinção dos domínios feudais e da hierarquia social, modernização do Estado, criação de infra-estrutura industrial, profunda e rigorosa reforma educacional, preparação de educadores, técnicos e cientistas, rigorosa disciplina moral, forte apelo ao nacionalismo etc.

A Era Meiji (1868-1912)

Nesta fase, as empresas industriais foram constituídas pelas antigas famílias enriquecidas no período anterior por meio do comércio, da renda fundiária ou mesmo da manufatura, lembrando que uma das mais tradicionais do país é a manufatura têxtil. Essas famílias formaram, no início, quatro grandes grupos empresariais familiares, os chamados zaibatsu: Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo e Yasuda.

Sendo um país carente de recursos naturais, como ferro e carvão, e tendo em vista seu rápido crescimento industrial, o Japão lançou-se à corrida imperialista-colonialista. Em 1894 provocou uma guerra contra a China (pelo domínio da Coréia), derrotando-a em 1895. Ocupou, então, a porção Nordeste da China (Manchúria), que é rica em minérios. Em 1904-1905 foi a vez da Rússia. Ao avançar sobre as áreas de interesse do Japão (Manchúria, Coréia etc.)a Rússia acabou sendo derrotada pelos japoneses, perdendo parte das Ilhas Sakalinas.

Assim, o Japão acabou por conquistar uma considerável área (cerca de 3 mil km2) para satisfazer suas necessidades econômicas (matérias-primas == mercados consumidores). O resultado foi que o Japão chegou à Primeira Guerra Mundial na condição de importante potência mundial, marcando definitivamente sua presença entre as principais potências.

A industrialização japonesa após a Segunda Guerra Mundial

Após a derrota na Segunda Guerra Mundial, em 1945, o Japão ficou sob ocupação militar dos EUA até 1951, quando foi assinado o Tratado de Paz de São Francisco, na Califórnia. As principais conseqüências econômicas da Segunda Guerra Mundial para o Japão foram:

• queda na produção industrial;

• perda do domínio de áreas produtoras de matérias-primas industriais;

• dissolução dos conglomerados empresariais (zaibatsu);

• destruição de grande parte de seu parque industrial, das ferrovias e c instalações portuárias;

• proibição de produzir armamentos;

• controle das atividades econômicas pelos Estados Unidos até 1951.

A reconstrução do parque fabril japonês só ocorreu após 1950. Durante a década de 1950 os esforços foram canalizados para a normalização das atividades industriais do país. Para esse empreendimento, o Japão contou com vultoso financiamento externo, principalmente dos EUA. Em 1960 o país iniciou a retomada do crescimento industrial, realizando o chamado "milagre japonês". Na década de 1980, o Japão já se colocava entre os maiores produtores industriais do mundo.

Os fatores que possibilitaram a rápida expansão industrial japonesa foram a abertura de mercado nos moldes estadunidenses, a intensa exploração dos trabalhadores, a qualificação de uma grande parcela da abundante mão-de-obra, a elevada poupança interna, a importação de matéria-prima industrial (petróleo, ferro, carvão, bauxita, cobre etc.), a redução quase total dos gastos militares, a reorganização dos grandes trustes (zaibatsu) e os financiamentos externos. A intervenção do governo (representado pelo poderoso Ministério da Indústria e o Comércio Exterior), que organizou o sistema produtivo, além de fornecer financiamentos e subsídios, foi decisiva para o impulso industrial.

O sucesso do avanço industrial japonês deveu-se, além desses fatores, à reestruturação e à modernização da organização industrial e ao domínio do processo de fabricação. Observe, a seguir, outras características da industrialização japonesa.

• Destino da produção - Investiu-se na produção em larga escala para conquistar o mercado externo, principalmente o asiático.

• Tecnologia - Antes no papel de importador, o Japão passou a dominar gradativamente a produção de tecnologia e a aplicá-la na fabricação de produtos mais complexos. Passou, por exemplo, da eletrônica à produção de circuitos integrados, depois para as telecomunicações e para a informática, até chegar à indústria aeroespacial Atualmente produz mercadorias utilizando tecnologia de ponta e tem papel de destaque no mercado e na comunidade científica internacional, dominando ramos importantes, como o de supercomputadores e robótica, além de se destacar na microeletrônica e na informática.

• Organização da produção - Preocupação constante com qualidade e prazo de relações estreitas com parceiros comerciais; implantação de grandes unidades fabris ao lado de pequenas e médias empresas, subempreitadas por aquelas. As inovações introduzidas na organização da produção com base no toyotismo - treinamento constante dos operários fixos para o exercício de diversas funções e a operação de novas máquinas com ajustes flexíveis e rápidos, diminuição de estoques, atendimento às variações de preferência dos consumidores (just in time) - permitiram a redução de custos e prazos e um aumento na qualidade e na diversificação dos produtos.

• Organização empresarial - Baseada em vínculos do trabalhador com a empresa, que representa para o funcionário o local não apenas de trabalho, mas também de integração pessoal e familiar, bem como de realização profissional. As empresas investem em formação profissional em todos os ramos da economia que requerem qualidade e precisão.

O Japão é hoje um dos países mais ricos do mundo. Sua economia (7,1% do PIB mundial, segundo o L'état du monde 2004) é comparável à da França e da Alemanha reunidas. É a segunda potência tecnológica e econômica do mundo, depois dos EUA. Sua economia é controlada por grandes grupos, como Mitsui, Mitsubishi, Itochu, Marubeni, Sumitomo, Toyota Motors Co., Nissho Iwai entre outros.

Os dados a seguir, do Calendário atlante De Agostini 2004, nos dão uma idéia da importância e do vigor da indústria e da própria economia do Japão nos dias atuais.

• O Japão ocupa o primeiro lugar mundial nos setores automobilístico (produz mais que os EUA), de tratores, navios, robôs, ferramentas, relógios, aparelhos fotográficos, chips, entre outros. Ocupa o segundo lugar na produção de pneus, veículos comerciais e aço. Conta com uma importante indústria pesqueira, ocupando o terceiro lugar no mundo.

• A tecnologia japonesa concorre com a dos EUA. O Japão é uma potência tecnocientífica, tendo diversos tecnopólos espalhados por seu território como em Ube, Hiroshima, Tsukuba, Toyama e Nagaoka.

• É o eixo de uma importante zona de prosperidade econômica que inclui os Tigres Asiáticos (Coréia do Sul, Taiwan, Região Administrativa Especial Hong Kong e Cingapura) e os Novos Tigres (Malásia, Indonésia, Filipinas e Tailândia).

• Conta com 22 das 100 maiores empresas transnacionais (sete das quatorze maiores são japonesas) e com poderosos bancos, como o Sumitomo e o Bank of Tokyo Mitsubishi.

AS CATORZE MAIORES EMPRESAS DO MUNDO (2000) Empresa País Rendimentos (em milhões de dólares)
1. General Motors EUA
2. Wal-Mart Stores EUA
3. Exxon EUA
4. Ford Motors EUA
5. DaimlerChrysler Alemanha
6. Mitsui Japão
7. Mitsubishi Japão
8. Toyota Motor Japão
9. General Electric EUA
10. Itochu Japão
11. Royal Dutch/Shell Group Reino Unido/ Países Baixos
12. Sumitomo Japão
13. Nippon Telegraph Telephone Japão

14. Marubeni Japão

Fonte: Enciclopédia do mundo contemporâneo. São Paulo: Publifolha; Rio de Janeiro:Terceiro Milênio, 2000. p.61.

Na década de 1990 a economia japonesa já não era capaz de crescer tão vertiginosamente como nos quarenta anos anteriores e começou a mostrar sinais de crise. Chamada de bolha especulativa, a abundância de capitais levou a investimentos no mercado imobiliário e na bolsa de ações, supervalorizando os ativos (ações e imóveis). Com a crise, teve início a venda de ativos e os preços desabaram. O setor mais atingido foi o bancário. O PIB japonês também apresentou baixo crescimento nessa década. Como conseqüência, houve queda nas exportações e no consumo interno e aumento do desemprego, que atingiu 5,7% em 2002. Na década de 1990 foram adotados pacotes de estímulo à economia, mas estes não conseguiram reverter o quadro de crise e aumentaram a dívida pública, que passou a ser a mais alta entre os países industrializados (140% do PIB).

Embora as pequenas e médias empresas industriais se encontrem disseminadas por todo o território, alguns centros destacam-se quanto à produção industrial.

A área de maior concentração industrial é o eixo Tóquio-Osaka, com 50% do valor da produção. Estão neste eixo centros como Nagoya, Kobe, Kyoto, Nara e Kamakura. Além desse eixo, há outros importantes centros, como Sapporo (na ilha de Hokkaido), Kitakyushu (na ilha de Kyushu), Ube e Shimonoseki (no Sul da ilha de Honshu).

Os complexos industriais japoneses encontram-se nas planícies litorâneas, o que facilita a recepção de matérias-primas e a exportação de produtos industrializados. Nas regiões portuárias destaca-se a indústria naval.



>>>> CANADÁ: INDÚSTRIAS

O Canadá integra o seleto grupo das sete maiores potências mundiais e é um dos países do mundo com maior quantidade e variedade de recursos naturais. Esses fatores possibilitaram o desenvolvimento de uma grande e diversificada produção industrial. Além de ter o quarto melhor Índice de Desenvolvimento Humano do mundo (IDH), segundo o Relatório do desenvolvimento humano 2004, possui elevado nível científico e tecnológico e alto grau de concentração da produção e do capital.

O país exporta em larga escala vários recursos energéticos (petróleo, carvão, gás, urânio) e minerais (níquel, zinco, prata, ouro, ferro), além de pescado, madeira, peles e tem se destacado também no setor de alta tecnologia.

Embora a industrialização canadense tenha se iniciado antes da Primeira Guerra Mundial, foi a partir da Segunda Guerra que o país implantou as bases de seu grande e dinâmico parque industrial. Para isso, o Canadá contou com seus abundantes e variados recursos naturais, além de um grande volume de capital estrangeiro, sobretudo dos EUA, que controlam grande parte da economia canadense (mineração, indústrias etc.). De fato, as principais atividades industriais do Canadá estão relacionadas ao aproveitamento de seus recursos naturais.

As principais indústrias canadenses são a madeireira, a metalúrgica, a alimentícia, a siderúrgica, a química, a petroquímica, a mecânica e a de alta tecnologia. O Canadá ocupa o quarto Lugar mundial na produção de papel e de veículos comerciais e o sétimo em pneus (Calendário atlante De Agostini 2004).

A indústria madeireira resulta do aproveitamento das imensas florestas de coníferas. Além da produção e da utilização da madeira propriamente dita, o Canadá é grande produtor de papel-jornaL.

A indústria metalúrgica se baseia no aproveitamento dos recursos minerais metalúrgicos existentes no país. A principal exceção é a indústria do alumínio que, apesar de ser uma das mais importantes, depende da importação da bauxita. Em compensação, o país dispõe de um imenso potencial hidráulico, que é aproveitado na geração da hidroeletricidade, já que a indústria do alumínio é grande consumidora de eletricidade.

A indústria alimentícia fundamenta-se na grande produção agropecuária e pesqueira do país.

A indústria de alta tecnologia apresenta grande crescimento: informática e eletrônica (nas províncias de Calgary, Winnipeg, Toronto e Montreal), aeroespacial (em Quebec e Montreal), biotecnologia, telecomunicações e outras.

Embora forte e dinâmica, a economia canadense é altamente dependente dos EUA, de quem recebe vultosos investimentos e para onde destina a maior parte de suas exportações. As áreas de maior desenvolvimento industrial localizam-se próximo à fronteira com os EUA, com destaque para as províncias de Montreal, Toronto, Winnipeg e Vancouver.

>>>>> A INDUSTRIALIZAÇÃO EUROPÉIA

Os primeiros países a se industrializar pertenciam ao continente europeu até hoje um dos mais importantes parques industriais do mundo. A consolidação da União Européia (UE), a integração dos mercados e o estabelecimento da moeda única, o euro, fortaleceram ainda mais a economia dos países ê Europa. As empresas européias iniciaram, por meio de fusões, um processo de concentração que fez crescer uma classe empresarial mais européia e menos apegada aos Estados nacionais.

O espaço de economia mais dinâmica da Europa, do qual fazem parte países altamente industrializados, como Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo, conta com importantes centros tecnológicos e indústrias de ponta (informática, engenharia genética, aeroespacial, nuclear etc.) ao lado de indústrias clássicas (siderúrgica, química, automobilística, têxtil, alimentícia etc.).

Alemanha

Até a sua unificação, em 1871, a Alemanha era constituída por vários Estados autônomos liderados pela Prússia e pela Áustria. Em 1834, os Estados germânicos estabeleceram um acordo aduaneiro (Zollverein) que deixava de lado a Áustria e fortalecia a Prússia. Este acordo contou condições para o desenvolvimento econômico nesses Estados.

Já por volta de 1869, devido às imensas jazidas de carvão e ferro existentes no Vale do Ruhr e a um sistema de transporte fluvial e ferroviário bem estruturado, alguns desses Estados desenvolveram as indústrias siderúrgica, metalúrgica e química (ramos da indústria pesada), além da têxtil.

Em 1871, já unificada e contando com um parque industrial, a Alemanha, assim como os demais países europeus, lançou-se à expansão imperialista, entrando em confronto com a França e a Inglaterra e levando toda a Europa à Primeira Guerra Mundial. Apesar de derrotados pela Tríplice Entente (França, Inglaterra e Rússia), os alemães reorganizaram seu parque industrial nos moldes anteriores à guerra.

Novamente os choques de interesses entre as potências industrializadas se agravaram e, em 1939, irrompeu a Segunda Guerra Mundial, que terminou em 1945 com nova derrota da Alemanha.

Após a Segunda Guerra, a reorganização da indústria alemã - bem como de toda a sua economia - foi efetuada em novas bases, visto que o capitalismo alemão passou a enfrentar uma nova realidade, a saber:

• o centro de comando do sistema capitalista, antes europeu, deslocou-se para os EUA;

• na fronteira leste da Alemanha surgiram vários Estados socialistas liderados pela União Soviética, que já era uma grande potência na época;

• desde 1949, a Alemanha ficou dividida em dois Estados, a República Federal da Alemanha (capitalista), a Oeste, e a República Democrática Alemã (socialista), a Leste;

• fazendo frente à pressão que os soviéticos pudessem exercer sobre a Europa Ocidental, os estadunidenses tomaram várias medidas, entre elas a ajuda econômica para a reconstrução da Europa por meio do Plano Marshall.

Características da industrialização alemã

A Alemanha Ocidental teve seu desenvolvimento industrial e econômico beneficiado por vários fatores:

• ficou com a região da Renânia, onde se localizavam as jazidas de carvão e de ferro e as principais instalações industriais do período anterior à guerra;

- recebeu financiamentos de capitais estadunidenses para sua reconstrução;

• não teve gastos nem investimentos na área militar, devido à proibição por parte das potências vitoriosas na Segunda Guerra Mundial;

• criou, junto com França, Itália, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo, duas importantes organizações econômicas que muito contribuíram para o seu desenvolvimento: a Comunidade Européia do Carvão e do Aço (Ceca), em 1952, e a Comunidade Econômica Européia (CEE), em 1957.

Com isso, a Alemanha Ocidental experimentou na década de 1950 um intenso e rápido desenvolvimento, realizando o seu "milagre econômico". Tanto que chegou ao início da década de 2000 na condição de terceira potência mundial, atrás dos EUA e do Japão, e constituindo-se num dos pólos de poder do mundo atual.

Em 1990, com a reunificação das duas Alemanhas, teve início a privatização de empresas estatais do lado oriental. Diversas indústrias que operavam com tecnologia antiquada e provocavam altos índices de poluição foram fechadas. Este fato, aliado à automação da produção, provocou desemprego. Dez anos após a queda do Muro de Berlim, que abriu o processo de reunificação, a Alemanha ainda contava com mais de 4 milhões de pessoas desempregadas. No entanto, a economia alemã está aos poucos conseguindo realizar a integração entre as "duas Alemanhas" .

A indústria alemã é muito sólida e desenvolvida, contando com uma produção diversificada. A integração européia abriu novos mercados e perspectivas dentro do bloco econômico europeu para a liderança alemã, que conta com grandes empresas, como Daimler Chrysler, Volkswagen, Siemens, Allianz entre outras. Por outro lado, com a globalização da economia, diversas empresas alemãs têm se associado com empresas estadunidenses e japonesas, como é o caso da Basf e da Nixdorf, que se aliaram à Hitachi, e da Siemens, que se associou à Fujitsu.

Quanto à localização das principais áreas industriais alemães, temos:

• Porção Oeste - É a mais importante do país, destacando-se a região situada entre a Renânia do Norte e a Vestfália, no curso inferior do Rio Reno e no Vale do Ruhr. Isso se deve a fatores como a existência de tradição industrial, a presença de jazidas de carvão mineral e de ferro e a navegabilidade do Rio Reno, que corta a região e desemboca no Mar do Norte, nos Países Baixos, próximo ao porto de Roterdã, o maior do mundo em movimento de cargas (segundo dados de 2002). Nesta região aparecem importantes cidades, como Bonn, Colônia, Dusselford, Essen, Dortmund e outras.

• Porção Norte - Corresponde à região da Saxônia, onde se destacam cidades como Hannover, Bremen e Hamburgo.

• Porção Centro-Sul- Apresenta também grandes concentrações industriais e importantes cidades, como Frankfurt e Manheim (no centro), e Stuttgart, Baden e Munique (no sul).

Embora as indústrias ainda se concentrem na região da Renânia, seguindo a tendência mundial, ultimamente tem ocorrido a modernização do parque industrial alemão e uma relativa dispersão das indústrias. Uma ramificada rede de vias de circulação facilita este processo.

Cidades industriais médias e pequenas espalharam-se pelo país sediando setores tecnológicos de ponta como, por exemplo, Berlim, Weimar, Munique, Dresden, Leipzig (eletrônica, eletroeletrônica, mecânica de precisão entre outros); Stuttgart, onde está localizada a maior empresa transnacional alemã - a Daimler Chrysler -, que fabrica os automóveis de luxo Mercedes-Benz; Frankfurt (indústria naval); Munique, um dos maiores parques tecnológicos europeus, especializado em telemática e biotecnologia e centro de indústrias químicas, como a Bayer.

A Alemanha é a primeira produtora mundial de fibras artificiais; segunda em automóveis; quarta em navios; quinta em papel, pneus e bicicletas. (Calendário atlante De Agostini 2004).

Reino Unido

O Reino Unido é formado pela união dos três estados que compõem a ilha da Grã-Bretanha - Inglaterra, Escócia (desde 1707) e País de Gales (desde 1536) - e pela Irlanda do Norte (ou Ulster, incorporada à união em 1800), que luta por sua independência. As Ilhas Britânicas, por sua vez, são formadas pelo Reino Unido somado à República da Irlanda (ou Eire).

A primeira indústria a se desenvolver na Inglaterra foi a têxtil, na segunda metade do século XVIII, sendo que os primeiros teares eram produzidos artesanalmente.

As indústrias inglesas instalaram-se inicialmente no centro do país, próximas às jazidas de carvão de Yorkshire, Lancashire, Midlands, entre outras áreas industriais tradicionais, atualmente em decadência.

Durante mais de um século a Inglaterra dominou com exclusividade a produção industrial, organizada para viabilizar a maior concentração de capital

Possuidora de carvão, capital e tecnologia, a Inglaterra (e posteriormente as demais nações desenvolvidas) fortaleceu gradativamente as indústrias de base, somando-as ao domínio sobre as indústrias de bens de consumo (como a têxtil).

Na Segunda Revolução Industrial, as indústrias passaram a ser instaladas perto de portos como Liverpool, Glasgow e Londres.

Na condição de maior potência industrial e imperial, a Inglaterra passou a importar, principalmente de suas colônias de clima temperado, alimentos e matérias-primas que seriam transformadas industrialmente para abastecer os mercados interno e mundial. A concentração e a acumulação de capitais permitiram ao capitalismo britânico criar trustes e cartéis e estabelecer monopólios e oligopólios. O acirramento das disputas pelos mercados consumidores e pelos domínios coloniais entre as principais potências européias acabou contribuindo para a eclosão das duas guerras mundiais do século XX.

Após as guerras mundiais ocorreu o enfraquecimento econômico e industrial do Reino Unido e a conseqüente perda de sua hegemonia mundial em favor dos Estados Unidos, a nova potência mundial emergente.

O Reino Unido foi também superado pelos países que apresentaram um grande desenvolvimento tecnológico, industrial e econômico a partir da década de 1960, como o Japão e a Alemanha, e mais recentemente pela França e pela Itália.

Atualmente, as regiões metropolitanas de Londres e Birmingham são os principais centros industriais, polarizando cidades menores. Abrigam modernas e diversifica das indústrias como a automobilística, a mecânica de precisão, a eletrônica, a aeronáutica, a de transporte etc.

É importante ressaltar que o Reino Unido ainda é uma das grandes potências da União Européia, embora resista em adotar a moeda única, o euro, em substituição à libra esterlina. Ultimamente tem se alinhado com os Estados Unidos, como no caso dos bombardeios contra o Iraque (1991, 1998 e 2003), a Iugoslávia (1999) e o Afeganistão (2001).

Em 2002, o PIB do Reino Unido era o quarto do mundo. De acordo com o Calendário atlante De Agostini 2004, é o oitavo produtor mundial de automóveis e o décimo de pneus. Observe a figura 18.14 com as principais áreas industriais do Reino Unido.

França

A França só iniciou sua industrialização de forma sistemática a partir da segunda metade do século XIX. Esse retardamento industrial deveu-se a alguns obstáculos, tais como a longa duração do Antigo Regime, que só foi derrubado pela Revolução Francesa em 1789, o fato de a França ser um país rural ainda no século XVIII, a tradição de pequenas indústrias artesanais (que dificultou a acumulação de grandes capitais) e a demora em iniciar a exploração de carvão mineral.

Com o aproveitamento das jazidas de ferro e de carvão do Noroeste e do Norte do país, a siderurgia e a metalurgia tiveram grande desenvolvimento. A exemplo do Reino Unido, a França também organizou um importante império colonial para se abastecer de matérias-primas e ampliar seu mercado consumidor.

Após a Segunda Guerra Mundial, vários fatores aceleraram o crescimento e a modernização da indústria francesa. Os principais foram:

• o rápido crescimento e a concorrência da indústria alemã;

• o aumento populacional resultante do crescimento da taxa de natalidade e do retorno de grandes contingentes populacionais das ex-colônias, pressionando o mercado de trabalho;

• a ajuda financeira dos EUA (por meio do Plano Marshall).

O crescimento industrial francês foi acompanhado pela modernização do setor energético, desde a indústria carbonífera e a implantação de hidroelétricas nos Alpes até a construção de usinas nucleares. Uma das características desta nova fase foi o desenvolvimento de setores altamente sofisticados, com a incorporação de tecnologias bastante avançadas.

Atualmente, o parque industrial francês distribui-se por quatro áreas principais.

• Região Parisiense - Continua a ser a mais importante região industrial da França, com indústrias diversificadas e modernas. Encontram-se aí quase todos os ramos industriais, do têxtil ao aeronáutico.

• Região Nordeste - Principal área siderúrgica, importante quanto aos produtos derivados de carvão e de ferro, e da indústria química. Tem como principais centros Nancy, Lorena e Estrasburgo.

• Região Norte - Trata-se de uma região carbonífera de grande diversificação industrial, onde se destacam os ramos siderúrgico, metalúrgico, químico, têxtil entre outros. Os principais centros industriais são Amiens, Lille, Dunquerque e Reims.
• Região de Lyon - Destaca-se pelas indústrias de bens de produção, química e mecânica de precisão.

Além destas regiões, destacam-se os tecnopólos de Nice e Toulouse (aeroespacial).

A França é a quarta produtora mundial de pneus e automóveis, a sétima produtora mundial de rádios e a oitava produtora de veículos comerciais (Calendário Atlante De Agostini 2004).

A ITALIA:
A exemplo da Alemanha, a Itália só conheceu o desenvolvimento industrial após sua unificação política, em 1870. Mesmo assim, a industrialização do país foi prejudicada e até retardada em relação aos outros países europeus em virtude, sobretudo, da escassez de energia e de matérias-primas (jazidas de carvão e de ferro).

Antes da Segunda Guerra Mundial a Itália já possuía os setores têxtil e alimentício bastante evoluídos, mas as indústrias de base (siderurgia e outras) ainda estavam pouco desenvolvidas.

Ao término da guerra, o desenvolvimento industrial italiano sofreu grande incremento, principalmente com a entrada de capitais estadunidenses (Plano Marshall) e a ampliação do mercado consumidor.

Nas últimas décadas, contando com a ajuda de capital externo, forte participação do Estado e avanço tecnológico, o país modernizou e diversificou seu parque industrial. Apresenta o quinto maior PIB do mundo (2002).

País marcado por grande contraste geoeconômico entre o norte (industrial) e o sul (agrícola), a Itália apresenta seu parque industrial concentrado no norte do país, onde se destacam Turim, Bolonha (indústria automobilística), Milão (centro industrial, financeiro e comercial), Gênova (indústria naval) e Veneza (siderurgia). Na porção central (Roma e proximidades) destacam-se os ra mos têxtil, mecânico, automobilístico e químico,

A Itália é a terceira produtora mundial de pneus, a quarta de automóveis, a sétima de rádios e a oitava de papel.
A FEDERAÇÃO RUSSA E A COMUNIDADE DOS ESTADOS INDEPENDENTES (CEI)

A análise do passado histórico mostra que, em comparação com os países europeus ocidentais, a Rússia sempre foi marcada por considerável atraso social, político e econômico, decorrente, entre outras, das seguintes causas:

• excesso de poder e riqueza nas mãos do Estado, em contraste com a situação de miséria da grande massa de camponeses e trabaLhadores em geraL;

• existência de uma nobreza formada não por meio da produção de riquezas ou do poder econômico, mas peLos favores do próprio Estado;

• miLitarização do Estado e da sociedade;

• inexistência ou extrema dificuLdade de mobilidade (ascensão) sociaL dos camponeses;

• Longos períodos de isoLamento em reLação ao restante do mundo.

Às vésperas da Primeira Guerra MundiaL, a Rússia era um país pouco indusstriaLizado. ALém disso, grande parte de sua frágil indústria era dominada por capitais estrangeiros e estava quase totaLmente concentrada na Ucrânia (Donbass), em Moscou e em São Petersburgo.

A expansão industrial da Rússia socialista

o desenvoLvimento industriaL da Rússia (principaL repúbLica da URSS a parrtir de 1922, denominada Federação Russa depois de 1991) só ocorreu de fato após a criação e a impLantação do primeiro Estado sociaLista do mundo. Apeesar de desencadeada em outubro de 1917, foi somente em 1921 que a RevoLuução SociaLista de fato se consoLidou. A partir de então, a reorganização da indústria e da própria economia do país - seriamente afetadas peLa Priimeira Guerra Mundial e peLa guerra civil (1918-1921) - começou a ser feita por meio da impLantação da Nova Politica Econômica (NEP).

Durante o período de vigência da NEP (1921-1927), o governo restaurou aLgumas práticas capitalistas; entretanto, taL fato não impediu que essa política aLcançasse grande sucesso econômico. Nesse período, aproveitando as grandes jazidas minerais e combustíveis do país, os maiores investimentos foram dirigiidos aos setores considerados fundamentais, como a produção de matérias-primas, energia e aquisição de maquinaria pesada, aLém da produção de alimentos.

Por serem setores estratégicos e necessários à defesa do país, a indústria de base (siderurgia, metaLurgia, química, energia etc.) e o ramo dos transporrtes tiveram grande desenvolvimento, enquanto as indústrias de bens de connsumo ficaram relegadas a. segundo plano.

A partir de 1928 teve início a planificação econômica. Com a impLantação de pLanos qüinqüenais, sob a orientação e o controle do Estado soviético, o desenvolvimento industrial foi grande, até ser seriamente abalado pela Se-

gunda Guerra Mundial. Do final da guerra até 1950 os esforços concentrarammse em reconstruir e reinstalar o parque industrial semidestruído. A partir daí, os principais objetivos passaram a ser: a produção de equipamentos industriais, agrícolas e bélicos e o desenvolvimento do setor aeroespacial. Na década de 1960, a URSS já era a segunda potência industrial do mundo.

A Rússia após o fim da União Soviética

Após meio século de crescimento o império soviético se desmantelou e a situação se modificou muito. A transição para o capitalismo deixou graves seqüelas. O capital internacional não investiu significativamente na compra e na modernização das indústrias e das empresas estatais. Muitas delas viraram sucata ou tiveram de fechar as portas, lançando seus trabalhadores nas filas de desempregados. Os conflitos étnicos se multiplicaram. O fim do Comecom (mercado comum do bloco socialista) agravou ainda mais a situação, pois as matérias-primas e os produtos industrializados deixaram de ser comercializados entre esses parceiros comerciais.

Mesmo assim, a Federação Russa é a quarta produtora mundial de energia elétrica, a quinta de fibras artificiais e a oitava de cimento (Calendario atlante De Agostini 2004).

A Rússia, junto com onze das quinze repúblicas que constituíam a União Soviética, formaram, em 1991, a Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Com a liberação dos preços, o fim dos subsídios e as privatizações desordenadas, os problemas e a crise econômica se agravaram e a qualidade de vida tem piorado não só na Federação Russa, mas em todas as repúblicas que compunham a URSS, além dos países da Europa Oriental. Dificuldades econômicas internas, queda nas exportações e declaração de moratória fizeeram da Federação Russa o centro de uma crise financeira de alcance interrnacional em 1998.

Os países da CEI ainda possuem um grande arsenal nuclear e aeroespacial.

No entanto, o atraso tecnológico e a falta de conservação das indústrias e do material bélico podem gerar desastres, assim como acidentes nucleares e ecoológicos.

Revolução Industrial

A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, integra o conjunto das “Revoluções Burguesas” do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial.

A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, integra o conjunto das “Revoluções Burguesas” do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos que a acompanham são a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa, que sob influência dos princípios iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna para Contemporânea.
Em seu sentido mais pragmático, a Revolução Industrial significou a substituição da ferramenta pela máquina, e contribuiu para consolidar o capitalismo como modo de produção dominante. Esse momento revolucionário, de passagem da energia humana para motriz, é o ponto culminante de uma evolução tecnológica, social, e econômica, que vinha se processando na Europa desde a Baixa Idade Média.

A) O PROCESSO DE PRODUÇÃO
Nessa evolução, a produção manual que antecede a industrial conheceu duas etapas bem definidas, dentro do processo de desenvolvimento do capitalismo:

O artesanato, foi a forma de produção característica da Baixa Idade Média, durante o renascimento urbano e comercial, sendo representado por uma produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão), possuía os meios de produção ( era o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalhava com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja não havia divisão do trabalho ou especialização. Em algumas situações o artesão tinha junto a si um ajudante, porém não assalariado, pois realizava o mesmo trabalho pagando uma “taxa” pelo utilização das ferramentas.
É importante lembrarmos que nesse período a produção artesanal estava sob controle das corporações de ofício, assim como o comércio também encontrava-se sob controle de associações, limitando o desenvolvimento da produção.
A manufatura, que predominou ao longo da Idade Moderna, resultando da ampliação do mercado consumidor com o desenvolvimento do comércio monetário. Nesse momento, já ocorre um aumento na produtividade do trabalho, devido a divisão social da produção, onde cada trabalhador realizava uma etapa na confecção de um produto. A ampliação do mercado consumidor relaciona-se diretamente ao alargamento do comércio, tanto em direção ao oriente como em direção à América, permanecendo o lucro nas mãos dos grandes mercadores. Outra característica desse período foi a interferência do capitalista no processo produtivo, passando a comprar a matéria prima e a determinar o ritmo de produção, uma vez que controlava os principais mercados consumidores.

A partir da máquina, fala-se numa primeira, numa segunda e até numa terceira e quarta Revolução Industrial. Porém, se concebermos a industrialização, como um processo , seria mais coerente falar-se num primeiro momento (energia a vapor no século XVIII), num segundo momento (energia elétrica no século XIX) e num terceiro e quarto momentos, representados respectivamente pela energia nuclear e pelo avanço da informática, da robótica e do setor de comunicações ao longo dos século XX e XXI, porém aspectos ainda discutíveis.

B) O PIONEIRISMO DA INGLATERRA

A Inglaterra industrializou-se cerca de um século antes de outras nações, por possuir uma série de condições históricas favoráveis dentre as quais, destacaram-se: a grande quantidade de capital acumulado durante a fase do mercantilismo; o vasto império colonial consumidor e fornecedor de matérias-primas, especialmente o algodão; a mudança na organização fundiária, com a aprovação dos cercamentos (enclousures) responsável por um grande êxodo no campo, e consequentemente pela disponibilidade de mão-de-obra abundante e barata nas cidades.

Outro fator determinante, foi a existência de um Estado liberal na Inglaterra, que desde 1688 com a Revolução Gloriosa. Essa revolução que se seguiu à Revolução Puritana (1649), transformou a Monarquia Absolutista inglesa em Monarquia Parlamentar, libertando a burguesia de um Estado centralizado e intervencionista, que dará lugar a um Estado Liberal Burguês na Inglaterra um século antes da Revolução Francesa.

C) PRINCIPAIS AVANÇOS DA MAQUINOFATURA

Em 1733, John Kay inventa a lançadeira volante.
Em 1767 James Hargreaves inventa a “spinning janny”, que permitia a um só artesão fiar 80 fios de uma única vez.
Em 1768 James Watt inventa a máquina a vapor.
Em 1769 Richard Arkwright inventa a “water frame”.
Em 1779 Samuel Crompton inventa a “mule”, uma combinação da “water frame” com a “spinning jenny” com fios finos e resistentes.
Em 1785 Edmond Cartwright inventa o tear mecânico.

D) DESDOBRAMENTOS SOCIAIS

A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal, provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades, com enormes concentrações urbanas. A produção em larga escala e dividida em etapas irá distanciar cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores irá dominar apenas uma etapa da produção.Na esfera social, o principal desdobramento da revolução foi o surgimento do proletariado urbano (classe operária), como classe social definida. Vivendo em condições deploráveis, tendo o cortiço como moradia e submetido a salários irrisórios com longas jornadas de trabalho, a operariado nascente era facilmente explorado, devido também, à inexistência de leis trabalhistas.
O desenvolvimento das ferrovias irá absorver grande parte da mão-de-obra masculina adulta, provocando em escala crescente a utilização de mulheres a e crianças como trabalhadores nas fábricas têxteis e nas minas. O agravamento dos problemas sócio-econômicos com o desemprego e a fome, foram acompanhados de outros problemas, como a prostituição e o alcoolismo.

Os trabalhadores reagiam das mais diferentes formas, destacando-se o movimento “ludista” (o nome vem de Ned Ludlan), caracterizado pela destruição das máquinas por operários, e o movimento “cartista”, organizado pela “Associação dos Operários”, que exigia melhores condições de trabalho e o fim do voto censitário. Destaca-se ainda a formação de associações denominadas “trade-unions”, que evoluíram lentamente em suas reivindicações, originando os primeiros sindicatos modernos.
O divórcio entre capital e trabalho resultante da Revolução Industrial, é representado socialmente pela polarização entre burguesia e proletariado. Esse antagonismo define a luta de classes típica do capitalismo, consolidando esse sistema no contexto da crise do Antigo Regime.

Indústria nos EUA

A indústria de manufaturação dos Estados Unidos é a maior do mundo. As fábricas americanas produzem grandes quantidades tanto de produtos industriais - produtos que são usados por outras fábricas para a fabricação de outros produtos - e de produtos de consumo - produtos cujo destino final é o consumidor. O valor total dos produtos fabricados no país é de mais de 1,9 trilhão de dólares.

A indústria de manufaturação está concentrada primariamente nos estados da região central e da região nordeste dos Estados Unidos. Atualmente, o crescimento industrial está concentrado no sul do país - especialmente no sudoeste americano. A Califórnia é o estado americano que mais fabrica produtos manufaturados nos Estados Unidos - tanto em número de produto quanto ao valor econômico total destes produtos. Em seguida, em ordem decrescente, vêm Texas, Ohio, Illinois, Michigan, Pensilvânia, Carolina do Norte e Nova Iorque.

Os principais produtos fabricados nos Estados Unidos são computadores e softwares, produtos eletrônicos, equipamentos de transporte (aviões, veículos motorizados, trens e navios), produtos químicos (fertilizantes, remédios), alimentos, maquinário industrial, produtos de metal, produtos de plástico, siderugia, material impresso, petróleo e derivados e móveis.

A região central dos Estados Unidos é uma grande produtora de ferro e aço, veículos motorizados e maquinário industrial. Detroit é a capital da indústria automobilística dos Estados Unidos. A indústria siderúrgica americana é a maior do mundo - embora enfrente a forte concorrência da indústria siderúrgica de outros países tais como o Brasil, o Canadá e a África do Sul. A indústria siderúrgica americana está sediada primariamente em Pittsburgh e em Cincinnati.

A região nordeste dos Estados Unidos é, por sua vez, grande produtora de roupas e tecidos, alimentos industrializados, material impresso e de equipamentos eletrônicos. Por sua vez, petróleo e derivados são produzidos primariamente em Texas, bem como outros estados à beira do Golfo do México. O oeste americano é sede da indústria de alta tecnologia americana. Na Califórnia, localiza-se o famoso Vale do Silício, onde são desenvolvidas e produzidas computadores e softwares em geral. Outro grande pólo da indústria de alta tecnologia é Pittsburgh, um dos principais pólos da indústria robótica e de biotecnologia do mundo.

Atlanta, Dallas, Seattle e Witchita são grandes centros da indústria aeroespacial. A maioria das fábricas da Boeing - a maior empresa fabricadora de aviões em geral do mundo - localizam-se em Seattle.

Até a década de 1980, a maioria dos produtos americanos eram produzidos no país por companhias americanas. A partir de então, para reduzir custos operacionais, várias companhias passaram a comprar matéria-prima ou certos componentes de outros países. Outros passaram a produzir componentes de produtos em outros países. E outras empresas passaram a produzir de vez todos os seus produtos no estrangeiro. Estes produtos incluem roupas, eletrônicos, computadores, móveis e brinquedos. Componentes ou produtos são produzidos primariamente na China, Coréia do Sul, Malásia, México e Taiwan.

Destaca-se em todo o seu parque industrial, a indústria de armamentos, exatamente pela demanda destes equipamentos ser proporcional ao tamanho de seu orçamento de defesa, o maior do mundo. São produtores de toda a espécie de armamentos, desde armas leves, veículos, aviões e navios de guerra.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Duas Mulheres, Dois Ícones!

Nesta semana fomos supereendidos por dua notícias que não muito nos agradou, mas Deus sabe o momento exato, onde e como tudo deve acontecer.
Na noite de terça-feira: "Morreu em São Paulo a ex-primeira-dama do Brasil, a antropóloga Ruth Cardoso, 77 anos, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso."

Já noite de quarta-feira: "Cantora Sylvinha Araújo morre em SP.
Aos 56 anos, cantora da época da Jovem Guarda lutava contra um câncer de mama.
Ela estava internada no Hospital Nove de Julho, na capital paulista, havia 21 dias."

(fontes: g1.com)

Muitas mulheres mudaram a cara do país. Sylvinha Araújo foi um ícone da jovem-guarda, sempre alegre ao lado de Eduardo Araújo. Deixou sua marca naqueles que viveram na década de 60 e 70. Ruth, mulher a frente de seus dias. Antropóloga destacada no cenário acadêmico, soube separar vida íntima da profissional. Foi mais que a "mulher do presidente".

A esta que Deus a tenham e suas marcas fiquem e possam fazer o país mais feliz.

sábado, 21 de junho de 2008

Do blog CARTA MAIOR

Notícias do Brasil afora.... (http://www.cartamaior.com.br)
Acesso do Blog Carta Maior...
Exitem algumas coisas que nos preocupam, leiam a reportagem abaixo.


VIOLÊNCIA & AUTORITARISMO

MST denuncia "volta da ditadura" no Rio Grande do Sul

Coordenação do movimento diz que há um nefasto projeto em curso no RS, envolvendo a proteção dos interesses de empresas estrangeiras, que são também grandes financiadores da campanha de Yeda Crusius, a supressão de direitos civis e a repressão policial. Movimentos sociais, sindicatos e partidos de oposição pretendem levar 5 mil pessoas para a frente do Palácio Piratini nesta quinta-feira.

Marco Aurélio Weissheimer

PORTO ALEGRE - A coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Rio Grande do Sul divulgou nota oficial desta quarta-feira denunciando as recentes ações da Brigada Militar e os argumentos utilizados pelo Ministério Público gaúcho para a execução do despejo de dois acampamentos no interior do Estado. Segundo a nota, “os métodos e argumentos do Ministério Público e da Brigada Militar ressuscitam a ditadura militar no RS”.

“Há um nefasto projeto político em curso no Rio Grande do Sul, envolvendo a proteção dos interesses de empresas estrangeiras, que são também grandes financiadoras de campanha, a supressão de direitos civis e a repressão policial”, denuncia o MST. A íntegra da nota:

"No dia de ontem (17/06), centenas de famílias de trabalhadores sem-terra foram despejadas de dois acampamentos pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul no município de Coqueiros do Sul. As duas áreas pertencem a pequenos proprietários e estavam cedidas para a instalação das famílias. Os barracos e plantações foram destruídos, além das criações de animais, que foram espalhados, para que as famílias não pudessem levá-los. Cumprindo ordens do Poder Judiciário, as famílias foram jogadas à beira da estrada em Sarandi no final da tarde. É preciso lembrar que este acampamento à beira da estrada para onde foram levadas, é o mesmo local de onde foram despejadas há um ano. Até quando estes trabalhadores vão permanecer lá? Quanto tempo levará até o próximo despejo?

O despejo de ontem não se trata apenas de mais um ato de violência e intransigência da Governadora Yeda Crusius e da Brigada Militar. Há um nefasto projeto político em curso no Rio Grande do Sul, envolvendo a proteção dos interesses de empresas estrangeiras, que são também grandes financiadoras de campanha, a supressão de direitos civis e a repressão policial. A ação faz parte de uma estratégia elaborada pelo Ministério Público Estadual para impedir que qualquer movimento social possa se organizar ou manifestar-se. Juntos, o Ministério Público Estadual e a Brigada Militar ressuscitam os métodos e práticas da ditadura militar, ameaçando qualquer direito de reunião, de organização ou de manifestação.

Na ação civil que determinou o despejo ontem, os promotores deixam claro sua inspiração pelo golpe militar de 1964, ao lembrarem que o golpe que restringiu as liberdades civis no Brasil, “ pacificou o campo”. O despejo de uma área cedida, a ameaça de multa a seus proprietários se voltarem a apoiar o MST e as promessas de que novos despejos ocorrerão nos acampamentos em São Gabriel (num pré-assentamento), em Nova Santa Rita e em Pedro Osório (ambos em áreas de assentamentos) são decisões autoritárias que ameaçam não apenas o Movimento Sem Terra, mas estabelecem uma política de repressão para todo e qualquer movimento social.

Ao mesmo tempo em que os movimentos sociais são perseguidos e criminalizados, não se vê nada para recuperar os R$ 44 milhões roubados dos cofres públicos para o financiamento eleitoral no esquema do DETRAN. Da mesma forma, quando grandes empresas estrangeiras criam empresas-laranja e adquirem terras ilegalmente no Rio Grande do Sul, que somente agora foram indeferidas pelo executivo, não se vê nenhuma ação do Ministério Público, judiciário ou do executivo estadual.

No ano passado, após a Marcha à Fazenda Guerra, o Ministério Público propôs um termo de ajuste onde o Poder executivo federal assumia o compromisso em assentar mil famílias até o mês de abril deste ano. Nos causa estranheza que não haja mais cobranças do Ministério Público para o cumprimento do acordo, que este mesmo poder propôs. E ainda, que agora decrete o despejo das famílias, que poderiam estar assentadas e produzindo alimentos, caso o mesmo acordo tivesse sido respeitado. Há interesses que ainda se encontram ocultos nas ações desta semana e nas medidas que o MPE anuncia. O certo é que a volta dos regimes autoritários e repressivos, a serviço de interesses obscuros, ameaça a todo o povo gaúcho".

Deputados criticam Brigada Militar e MP estadual
Na Assembléia Legislativa, o líder da bancada do PT, Raul Pont, condenou a operação da Brigada Militar em dois acampamentos do MST e expressou preocupação com as sucessivas investidas da BM e do Ministério Público Estadual contra os movimentos sociais. “Este procedimento objetiva criminalizar os movimentos sociais”, denunciou.

Pont também chamou a atenção para a manchete do jornal Zero Hora nesta quarta-feira, “MST sofre contra-ataque ao amanhecer”. “Qual foi o ataque? Qual foi a invasão feita ontem?” – questionou. A Brigada, acrescentou o deputado, não combate a violência nas cidades e tampouco faz policiamento preventivo, mas com a maior facilidade reúne 500 policiais para um contra-ataque a um ataque que não aconteceu num acampamento majoritariamente composto por crianças e mulheres. “Essa é a atual política do Estado”, resumiu Pont.

Na mesma linha, o deputado Dionilso Marcon disse que o governo do Estado e o Ministério Público têm raiva de pobre. “Vou pedir à Comissão de Direitos Humanos do Senado para interferir junto ao MP a fim de que este órgão deixe de perseguir os pobres”, anunciou o deputado que criticou ainda o MP por ter pouca disposição para apurar denúncias de corrupção no Detran e em outros órgãos públicos.

Protestos e greve contra governo Yeda
Policiais civis, servidores do Instituto Geral de Perícias (IGP) e da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) realizaram, nesta quarta-feira, um protesto contra a corrupção no governo Yeda e em defesa de direitos das categorias. A manifestação ocorreu em frente ao Palácio Piratini. Os policiais lavaram as calçadas do palácio para denunciar a corrupção no Estado. Os agentes da segurança pública reivindicam concurso público, reajuste salarial, contra o corte de 50% das horas-extras e pelo fim do constrangimento às regras diferenciadas de aposentadoria.

Nesta quinta-feira, será realizado um novo ato contra o governo tucano. A mobilização convocada por movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos inicia às 11 horas, em frente ao Palácio Piratini. Os organizadores esperam reunir cerca de 5 mil pessoas na Praça da Matriz.

O Sindiágua está mobilizando os funcionários da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) para uma paralisação de 24 horas, também nesta quinta-feira, pelo fim da corrupção, contra as péssimas condições de trabalho na empresa e para denunciar o desmonte da companhia patrocinado pelo governo Yeda Crusius.