Deus é maior!!!!!!!!!!!!!!

Junior é professor de geografia, Geógrafo, maranhense, católico, flamenguista, motense, amante da velocidade. Guia das Oficinas de Oração e Vida para jovens e um brasileiro que nunca desiste .

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Glossário Fitogeográfico

Galera que pediu aí vai...faz parte de um pequeno Glossário que montei.
Aproveitem:
ACICULIFOLIADO: é um tipo de vegetação que apresenta folhas finas. Um exemplo dessa vegetaçao é a "Mata de Araucarias"
BIOGEOGRAFIA - Ciência que estuda a distribuição dos seres vivos na natureza.
BIOMA - Comunidade biótica que se caracteriza pela uniformidade fisionômica da flora e da fauna que a formam e se influenciam mutuamente.
BIOTA - Flora e fauna de uma região
BIOSFERA - Espaço ambiental terrestre em que existe vida.
CADUCIFOLIA - Planta que perde as folhas em épocas desfavoráveis.
CAMPO - Bioma com distribuição geográfica variada: centro da América do Norte, Centro-leste da Europa, parte da América do Sul. De dia, a temperatura é alta, mas cai ã noite. Muita luz, muito vento e pouca umidade. Recobertos por único estrato de vegetação, predominando as gramíneas. A massa de vegetação por unidade de área é menor por problema de água, por condições oligominerais e porque nos campos existem muitos consumidores primários: insetos, roedores, ungulados. Acompanham predadores: cobras, aves de rapina, carnívoros. Distinguem-se um campo limpo (pampa, estepe), muito uniforme e um campo sujo (cerrado, savana), com vegetação arbórea e arbustiva e espaçamento entre grupos dos mesmos.
DESERTO - Bioma encontrado na Austrália, Arábia, Atacama (Chile), Saara (África). maior parte do solo descoberta; pouca vegetação, solo muito árido. Pouca chuva e muito irregular: fortes, de pequena duração, sem infiltração. Dias muito quente e noite muito frias. Pouca umidade. Ventos fortes. Plantas de crescimento rápido; raízes longas e horizontais; capacidade de armazenamento de água (cactáceas).
Em desertos nos Estados Unidos, encontram-se arbustos separados por intervalos regulares: é auto-regulação, em que as folhas eliminam hormônios que inibem o desenvolvimento dos vizinhos (amensalismos).
Predominam roedores: vivem em tocas de dia e saem ã noite; retiram água das sementes que comem ou do orvalho. Répteis, aves e insetos. Escorpiões. Camelo (adaptação ao calor excessivo). Os mamíferos do deserto tem adaptações para conseguir sobreviver ao calor e à secura: ausência ou redução do número de glândulas sudoríparas, urina concentrada, fezes concentrada e suportar falta de água pela suspensão do metabolismo.
ECOLOGIA - Estudo das relações entre os seres vivos e o meio ambiente
ECOSSISTEMA - A biocenose e seu biótopo constituem dois elementos inseparáveis que reagem um sobre o outro, para produzir um sistema mais ou menos estável que recebem o nome de ecossitema.
FITOPLÂNCTON - Plantas microscópicas flutuantes.
FLORESTA TEMPERADA - ( = decídua ou caducifólia). Ocorre no leste dos Estados Unidos, Europa Ocidental, China, Mandchúria, Japão e Coréia. Recebe mais energia ainda. Precipitação ainda pequena (110 cm/ano), mas o ano todo. Quatro estações bem definidas. Estação de crescimento mais longa. As folhas caem das árvores e arbustos no outono (dicotiledônea caducofólias), como defesa contra a seca fisiológica. Muitos animais que migram, adaptam-se ou hibernam no inverno.
FLORESTA TROPICAL - ( = pluvial ou latifoliada). Fica entre os trópicos. Amazônia, Índias Orientais, Congo. Grande suprimento de energia, com baixa pressão.
Chuvas regulares e abundantes (330 cm/ano). Floresta luxuriante e de crescimento rápido. Nítida estratificação em andares (microclimas), vertical:
HÁBITAT - Lugar onde vive uma espécie.
HALÓFITA - Planta que vive em solo salgado.
HELIÓFILO - Planta de sol.
HIGRÓFILOS - Organismos que só podem viver em meios muito úmido, freqüentemente saturados ou próximos da saturação.
LATIFOLIADA - é um tipo de vegetação que apresenta folhas largas e grandes. É o tipo de vegetação predominante na Floresta Tropical.
LÍQUEN - Associação mutualística entre alga e fungo.
MESÓFILOS - Organismos que têm moderadas necessidades de água ou de umidade atmosférica e suportam as alternâncias das estações seca e úmida.
XERÓFILAS - Espécies que vivem em meios secos, onde é acentuado o déficit de água, tanto no ar, quanto no solo.
XERÓFITA - Planta que se desenvolve em região árida.

domingo, 15 de junho de 2008

Bacias Hidrográficas do Brasil

Principais Bacias Hidrográficas do Brasil:

Bacia Amazônica - É a maior bacia hidrográfica do mundo, com 7.050.000 km², sendo que 3.904.392,8 km² estão em terras brasileiras. Seu rio principal (Amazonas), nasce no Perú com o nome de Vilcanota e recebe posteriormente os nomes de Ucaiali, Urubamba e Marañon. Quando entra no Brasil, passa-se a chamar Solimões e, após o encontro com o Rio Negro, perto de Manaus, recebe o nome de Rio Amazonas. O Rio Amazonas percorre 6.280 km, sendo o segundo maior do planeta em extensão (após o Rio Nilo, no Egito, com 6.670 km) é o maior do mundo em vazão de água. Sua largura média é de 5 quilômetros e possui 7 mil afluentes, além de diversos cursos de água menores e canais fluviais criados pelos processos de cheia e vazante. A Bacia Amazônica está localizada em uma região de planície e tem cerca de 23 mil km de rios navegáveis, que possibilitam o desenvolvimento do transporte hidroviário. A navegação é importante nos grandes afluentes do Rio Amazonas, como o Madeira, o Xingú, o Tapajós, o Negro, o Trombetas e o Jari. Em 1997 é inaugurada a na bacia, a Hidrovia do Rio Madeira, que opera de Porto Velho até Itacoatiara, no Amazonas. Possui 1.056km de extensão e por lá é feito o escoamento da maior parte da produção de grãos e minérios da região.

Bacia do São Francisco - Possui uma área de 645.067,2 km² de extensão e o seu principal rio é o São Francisco, com 3.160 km de extensão. É o maior rio totalmente brasileiro e percorre 5 estados (Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe). Além disso é fundamental na economia da região que percorre, pois permite a atividade agrícola em suas margens e oferece condições para a irrigação artificial de áreas mais distantes, muitas delas semi-áridas. Os principais afluentes perenes são os rios Cariranha, Pardo, Grande e das Velhas. Seu maior trecho navegável se encontra entre as cidades de Pirapora (MG) e Juazeiro (BA) com 1.371km de extensão. O potencial hidrelétrico do rio é aproveitado principalmente pelas grandes usinas de Xingó e Paulo Afonso.

Bacia do Tocantins-Araguaia - É a maior bacia localizada inteiramente em território brasileiro, com 813.674,1 km². Seus principais rios são o Tocantins e o Araguaia. O rio Tocantins, com 2.640 km de extensão, nasce em Goiás e desemboca na foz do Amazonas. Possui 2.200 km navegáveis (Entre as cidades de Peixe-GO e Belém-PA) e parte de seu potencial hidrelétrico é aproveitado pela usina de Tucuruí, no Pará - a 2ª maior do país e uma das cinco maiores do mundo. O Rio Araguaia nasce em Mato Grosso, na fronteira com Goiás e une-se ao Tocantins no extremo norte do estado de Tocantins. A construção da Hidrovia Araguaia-Tocantins, tem sido questionada pelas ONGs (Organizações Não-Governamentais) em razão dos impactos ambientais que ela pode provocar, cortando dez (10) áreas de preservação ambiental e 35 (trinta e cinco) áreas indígenas, afetando uma população de 10 mil índios.00 km navegáveis (Entre as cidades de Peixe-GO e Belém-PA) e parte de seu potencial hidrelétrico é aproveitado pela usina de Tucuruí, no Pará - a 2ª maior do país e uma das cinco maiores do mundo. O Rio Araguaia nasce em Goiás, próximo a cidade de Mineiros e ao Parque Nacional das Emas e une-se ao Tocantins no extremo norte do estado de Tocantins. A construção da Hidrovia Araguaia-Tocantins, tem sido questionada pelas ONGs (Organizações Não-Governamentais) em razão dos impactos ambientais que ela pode provocar, cortando dez (10) áreas de preservação ambiental e 35 (trinta e cinco) áreas indígenas, afetando uma população de 10 mil índios.

Bacia do Prata - O Rio da Prata tem origem no encontro dos rios Paraná, Uruguai e Paraguai, na fronteira entre a Argentina e Uruguai. Esses quatro rios são os principais formadores dessa bacia, de 1.397.905,5 km² - a segunda maior do país - e se estende entre Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Argentina.

O Rio Paraná com 2.940 km nasce na junção dos rios Paranaíba e Grande, na divisa de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Apresenta o maior aproveitamento hidrelétrico do Brasil, abrigando por exemplo, a Usina de Itaipu. Em 1999 foi inaugurada no Rio Paraná, a Usina Hidrelétrica de Porto Primavera - a segunda maior do Estado de São Paulo. Os afluentes do Paraná (Tietê e Paranapanema, tem grande potencial para geração de energia. Com relação às hidrovias, a Tietê-Paraná, é a mais antiga do país, atualmente com 2.400km de extensão.

O rio Uruguai forma-se pela junção dos rios Canoas e Pelotas, na divisa entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Seus formadores têm suas nascentes na Serra Geral em cotas aproximadas de 1.800m e apresenta uma direção geral leste-oeste, até receber, pela margem direita, o rio Peperi-Guaçu, quando começa a infletir para sudoeste, servindo de fronteira entre o Brasil e Argentina, até receber o rio Quaraí, afluente da margem esquerda que atua como fronteira entre o Brasil e o Uruguai. A partir da desembocadura do Quaraí, o Uruguai segue para o sul até a localidade de Nueva Palmira, onde lança suas águas no rio da Prata. Seu percurso total é de 1.770Km da junção de seus formadores até a foz do Quaraí perfaz 1.262Km. Os restantes 508Km correm entre terras uruguaias e argentinas. Seu desnível total é de (24cm/km). O rio Uruguai pode ser considerado, fisicamente:
Superior - Da junção dos rios Pelotas e Canoas, até a foz do Piratini, com uma extensão de 816Km e um desnível de (43cm/km).
Médio - Da foz do Piratini à cidade de Salto, no Uruguai, com uma extensão de 606Km e um desnível de(9cm/km).
Inferior- Da cidade de Salto à Nueva Palmira, um percurso de 348Km com desnível de(3cm/km).
A navegação do rio Uruguai só apresenta expressão econômica em seu trecho inferior, onde o rio é percorrido por navios de cabotagem, da foz a Concepción, na Argentina. Acima desse local, a navegação é mais difícil, podendo ser feita por pequenas embarcações até a cidade de Salto, no Uruguai. Acima de Salto a navegação é dificultada pela existência de rápidos e corredeiras, agravando-se a situação em direção a montante. Têm-se efetuado a navegação, por embarcações de pequeno porte, nos 210Km entre São Borja e Uruguaiana.Em Julho de 2000, o Rio Iguaçu - que pertence a essa bacia -, é cenário de um dos maiores desastres ecológicos da história do país: cerca de 4 milhões de litros de óleo, vazam da refinaria Presidente Getúlio Vargas da Petrobrás, e formam uma mancha de quase 20km de extensão no rio, afetando o equilíbrio ecológico da região.

Bacia do Atlântico Sul - É composta de várias pequenas e médias bacias costeiras, formadas por rios que desagüam no Oceano Atlântico. O trecho norte-nordeste engloba rios localizados no norte da bacia amazônica e aqueles situados entre a foz do rio Tocantins e a do rio São Francisco. Entre eles, está o Rio Parnaíba, na divisa entre o Piauí e o Maranhão, que forma o único delta oceânico das Américas. Entre a foz do rio São Francisco e a divisa do Rio de Janeiro e São Paulo estão as bacias do trecho leste, no qual se destaca o rio Paraíba do Sul. A partir dessa área começam as bacias do sudeste-sul. Seu rio mais importante é o Itajaí, no estado de Santa Catarina.

Diversidade climática do território brasileiro

Em conseqüência de fatores variados, a diversidade climática do território brasileiro é muito grande. Dentre eles, destaca-se a fisionomia geográfica, a extensão territorial, o relevo e a dinâmica das massas de ar. Este último fator é de suma importância porque atua diretamente tanto na temperatura quanto na pluviosidade, provocando as diferenciações climáticas regionais. As massas de ar que interferem mais diretamente na distribuição do clima brasileiro são a equatorial continental (mEc), equatorial atlântica (mEa), a tropical continental (mTc), tropical atlântica (mTa) e a polar atlântica (mPa).

O Clima Equatorial Úmido é denominado pela atuação da massa Equatorial continental durante todo o ano, o que produz um clima quente e chuvoso caracterizado pela pequena amplitude térmica. As chuvas são resultado da convecção (ascensão vertical do ar e conseqüente condensação) da umidade, que provoca precipitações consideráveis em todos os meses, com médias anuais superiores a 2.000 mm.

O Clima Litorâneo Úmido, dominado principalmente pela atuação da massa Tropical atlântica, é quente e chuvoso. A pluviosidade média anual varia entre 1.500 a 2.000 mm.
No verão, a massa Tropical atlântica avança sobre as regiões costeiras. O encontro dessa massa com as escarpas planálticas (Serra da Borborema, Chapada Diamantina, Serra do Mar e Serra da Mantiqueira) provoca um fenômeno conhecido como chuvas orográficas ou de relevo: ao encontrar uma barreira, o ar úmido se eleva e o vapor d'água condensa. O resultado é a elevada precipitação registrada nessas regiões.

O Clima Tropical caracteriza-se por apresentar invernos secos e verões chuvosos. A pluviosidade média anual situa-se em torno dos 1.500 mm. No verão, ele é dominado pela massa Equatorial continental e pela massa Tropical atlântica. O calor do continente aquece as bases dessas massas de ar, provocando um movimento ascencional da atmosfera e favorecendo a instabilidade e a ocorrência de pancadas de chuvas (convectivas).
No inverno, a massa Equatorial recua, limitando a sua esfera de influência à Amazônia. A massa Polar atlântica avança e se divide em dois ramos. O primeiro deles penetra pelo Pantanal em território brasileiro causando ondas de frio no Centro-Oeste e, as vezes se estende até o norte provocando a "friagem". O segundo avança pela calha do Rio Paraná, provocando geadas ocasionais no Estado de São Paulo. O avanço da massa de ar polar provoca um fenômeno conhecido como frente fria: o ar frio desloca a massa Tropical atlântica e permanece estacionário, causando declínios acentuados na temperatura. O encontro de duas massas de ar diferentes provoca as chuvas frontais.
Os planaltos e serras do sudeste costumam apresentar médias térmicas menores que o conjunto da área abrangida pelo Clima Tropical devido a altitude. Muitos autores utilizam o termo Tropical de Altitude para designar o clima dessa região.

O Clima Tropical Semi-Árido abrange a área do Sertão nordestino. Essa área funciona como um centro dispersor de massas de ar, apresentando menores médias pluviométricas que as vigentes no resto do país. As chuvas não ultrapassam a barreira dos 750 mm/ano e apresentam-se irregularmente distribuídas.
No verão ocorre a penetração da massa Equatorial continental, que já perdeu grande parte da umidade. Devido às chuvas resultantes da atuação da massa Equatorial, os habitantes da região chamam essa estação de "inverno". No inverno de verdade, ocorre o avanço da massa Tropical atlântica, estável, pois já perdeu muito de sua umidade nas áreas serranas próximas ao litoral. A famosa seca ocorre quando nenhuma dessas massas de ar traz chuvas durante período longos, de um ano ou mais.

O Clima Subtropical Úmido é dominado pela massa Tropical atlântica, mas está sujeito à penetração da massa Polar atlântica, principalmente no inverno. Apresenta as maiores amplitudes térmicas entre os climas brasileiros: os verões são quentes e os invernos são frios. A média pluviométrica é elevada (aproximadamente 1.500 mm) não havendo estação seca. No verão a massa Tropical atlântica provoca chuvas devido ao aquecimento do continente. No inverno, ocorre o avanço da massa Polar atlântica. O encontro dessas massas de ar diferentes provoca chuvas frontais. Depois das chuvas, a massa Polar permanece estacionária e ocasiona ondas de frio de intensidade e duração variáveis. É quando ocorrem as geadas e, em algumas regiões, a queda de neve em algumas cidades do Sul do Brasil.

PRINCIPAIS PAISAGENS VEGETAIS DO BRASIL

FLORESTA AMAZÔNICA

- atinge terras de quase todos os países da América do Sul, exceto Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile.
- clima equatorial: Amazônia.
- heterogênea, perene densa, higrófila e latifoliada.
- estratificada em 3 níveis: mata de igapó (sempre inundada), mata de várzea (inundada periodicamente) e mata de terra firme (livre das inundações).
- extração vegetal, animal e mineral, agricultura e pecuária.
- denominações: inferno verde (Rangel), Hiléia Brasileira (Humboldt), floresta pluvial e floresta equatorial.

MATA ATLÃNTICA E FLORESTA TROPICAL
- Mata Atlântica: devastada desde o período colonial (extração vegetal, agropecuária e cidades). Antigamente estendia-se do RN até o RS, atualmente ainda pode ser observada no Norte do ES, sul da BA e Serra do Mar (SP-RJ). Sua existência está ligada ao relevo e a umidade (clima da região.
- Mata tropical do Interior: encontra-se na parte interior do planalto Atlântico, penetrando mais para os estados de SP e PR. Encontra-se praticamente devastada, principalmente nas áreas de solo de terra roxa (café).

MATA DE ARAUCÁRIA
- No planalto meridional, em área de clima subtropical. É uma floresta fóssil, relíquia de um antigo clima frio que imperou anos atrás no sul do Brasil. É bastante homogênea e aberta, apresentando como espécie predominante o Pinheiro (conífera), que possui folhas aciculifoliadas. É a mais explorada economicamente do Brasil, estando próximo aos grandes centros consumidores que tenho madeira mole (celulose e papel). Nas áreas de reflorestamento dessa paisagem se tem preferido o pinus elliotti em relação ao pinheiro, pois o pinus elliotti cresce com maior rapidez.

MATA DOS COCAIS

- Principalmente na área do Meio-Norte (MA e PI).
É uma paisagem muito explorada na extração vegetal, principalmente do Babaçu e Carnaúba. É considerada uma mata de transição entre a floresta amazônica (oeste-clima equatorial), o cerrado (sul-clima tropical semi-úmido) e a caatinga (leste-clima semi-árido).

CERRADO

-No planalto central, principalmente na região centro-Oeste, em área de clima tropical semi-úmido.
-Associação vegetal constituída por árvores – arbustos – herbáceas.
-Solos ácidos. Correção: método da calagem – adição de calcário ao solo p/a perda da acidez.
-Tradicionalmente, ocupado pela pecuária extensiva e mais recentemente pela agricultura.
-Apresentam raízes longas.


CAATINGA

- É a vegetação que caracteriza o Sertão nordestino ou Nordeste semi-árido, área de chuvas escassas e irregularmente distribuídas. Como características da caatinga temos:
- é uma vegetação heterogênea que se apresenta ora como moitas isoladas, ora como matas fechadas;
- é constituída de árvores e arbustos que perdem as folhas na estação seca e arbustos espinhentos (as cactáceas);
- é uma vegetação do tipo xerófila (de ambiente seco);
- apresenta arbustos associados às cactáceas e bromeliáceas;
- árvore e arbustos – angico, juazeiro, umbuzeiro, caroá, oiticica, marmeleiro, aroeira, etc.

PANTANAL
- No pantanal Mato-Grossense (MT e MS), em área de clima tropical semi-úmido.
-Tem uma grande variedade vegetal, estando estratificada com árvores, arbustos e herbáceas.
-Sofre inundações temporárias, provocadas pelas cheias dos rios Paraguai e seus afluentes.
Ocupação econômica do espaço: pecuária extensiva e extração vegetal (Poaia, Quebracho, Angico, etc)


CAMPOS
- Aparecem em várias áreas do Brasil, sendo que o destaque maior é dado para o sul do Rio Grande do Sul.
- Formações Herbáceas (Gramíneas)
- Pecuária extensiva
- Podem ser: limpos (só gramíneas) e sujos (gramíneas e arbustos)
Ex: Campanha gaúcha (RS), Pantanal (MT – MS), Baixada Maranhense, Ilha de Marajó (PA) etc.

VEG. LITORÃNEA
- Vegetação das praias, dunas e restingas: em litorais arenosos. Características: formadas por arbustos e herbáceas; halófilos e psamófilas (ambiente arenoso).
-Mangues: em litorais alagados que sofrem influência das marés, principalmente no AP – PA – MA. Características: Halófilos, Higrófilos, Raízes aéreas e Pneumatóforas (Respiratórias), raízes escoras e salino processo de exudação.

sábado, 7 de junho de 2008

Encontrei essa no blog de Luis Cardoso:

Encontrei essa no blog de Luis Cardoso:

Se você costuma freqüentar restaurantes chiques de grandes cidades brasileiras, já deve ter notado: não há sobre as toalhas das mesas cotovelos negros. A clientela negra é escassa, muito escassa, quase inexistente.

Quando for de novo a uma casa de repasto elegante, experimente fixar os olhos no plantel de garçons. Ganha uma refeição grátis quem conseguir divisar um empregado de cútis escura. Não há.

Estendendo-se a pesquisa visual às batidas policiais, a coisa muda de figura. Nesse tipo de diligência, aí sim, os negros são encontradiços.

Na hora de exigir a exibição de documentos, os policiais, mesmo os de cor achocolatada, costumam dar preferência aos patrícios de tez escura. Por vezes, humilham-nos.

Não é à toa que vigora no Brasil, país da mestiçagem, uma certa bagunça étnica. Há pretos que se consideram mulatos. Há mulatos que se proclamam brancos. E há brancos que juram não carregar nas veias nenhuma gota de sangue africano.

Pois bem. A situação parece estar mudando. Quem informa é o Ipea. O instituto de pesquisa que pende do organograma da presidência da República divulgou, na semana passada, um estudo alvissareiro.

Revela o seguinte: ainda em 2008, a quantidade de brasileiros negros vai superar a de patrícios brancos. Mais: até o ano da graça de 2010, os negros serão maioria absoluta no Brasil.

O estudo do Ipea escora-se em dados extraídos da Pnad, a pesquisa nacional de domicílios. É feita pelo IBGE. O instituto subdivide os brasileiros em cinco matizes: “pretos”, “pardos”, “brancos”, “amarelos” e “indígenas”.

Eis a grande notícia: cresce o número de entrevistados do IBGE que enxergam o “preto” e o “pardo” ao olhar no espelho. “As pessoas, hoje, estão se reconhecendo mais como negros”, festeja Mário Theodoro, diretor de Cooperação e Desenvolvimento do Ipea.

Em 1976, a Pnad contabilizara o pedaço retinto da sociedade brasileira em 40,1%. Os cidadãos que se declaravam brancos representavam, então, 57,2%. Decorridas três décadas, os negros (pretos + pardos) são 49,5%. Os brancos, 49,7%.

A ultrapassagem, calcula o Ipea, virá até o final do ano. A supremacia negra chega em dois anos e meio: “Se as tendências de fecundidade continuarem como nos últimos anos, a partir de 2010 o Brasil será um país de maioria absoluta de negros”, diz Mário Theodoro.

Chega-se, então, à má notícia embutida no trabalho do Ipea: a média salarial dos negros brasileiros representa 53% dos vencimentos dos brancos. Neste caso, não há ultrapassagem no horizonte.

Mantido o ritmo atual, o Ipea estima que a equiparação da renda de negros e brancos não chegará tão cedo. É coisa para 2040. Repetindo: os negros só terão contracheques equiparáveis aos dos brancos daqui a 32 anos.

Diz-se que, no Brasil, vigora a “democracia racial”. Bobagem. As estatísticas provam o contrário. A brancura que viceja nos restaurantes chiques e o negrume das batidas policiais também demonstram o inverso.

O racismo brasileiro, por cordial, é uma fratura que, embora exposta, as pessoas se negam a enxergar. Nega-se o que é inegável. Ao começar a se reconhecer como negra, a sociedade dá um primeiro passo para mudar a posição do quadro.

Difícil adotar políticas públicas de promoção dos negros sem saber quem é negro. Corre-se, porém, o risco de enveredar por trilhas simplificadoras.

Por exemplo: os líderes partidários decidiram levar a voto, nos próximos dias, projetos que criam cotas para negros e índios nas universidades federais. Erro. É certo que o filho da família abastada, está a um passo do banco universitário. É certo também que, no Brasil, há mais brancos bem-nascidos do que negros.

Mas a idéia de colorir a política de cotas, além de desmerecer o mérito do estudante, impõe uma espécie de racismo às avessas. Parece mais razoável combater o privilégio no acesso às universidades fixando cotas por renda.

Ou, melhor ainda, o ideal é fixar cotas para estudantes provenientes de escolas públicas –sejam eles pretos, pardos, brancos, amarelos, vermelhos, azuis…

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Thales Ferri Schoedl deve perder o cargo

MP de SP diz que ainda não foi notificado sobre decisão contra promotor
Conselho decidiu que Thales Ferri Schoedl deve perder o cargo.
Ele é acusado de matar estudante em Bertioga, no litoral de SP.

DO G1, de São Paulo:

A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo informou na tarde desta segunda-feira (2), por meio de nota, que ainda não foi notificada sobre a decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra o promotor Thales Ferri Schoedl. Por isso, "não tem conhecimento de seu inteiro teor". O conselho decidiu que Schoedl - acusado de matar um estudante e ferir outro no dia 30 de dezembro de 2004, em Bertioga (SP) - deve perder o cargo.

Na nota, o Ministério Público esclarece que a decisão ainda pode ser impugnada. “O cumprimento da decisão daquele órgão depende do trânsito em julgado, vez que o resultado da sessão desta segunda-feira (2) do CNMP ainda é passível de impugnação judicial, especialmente pelo promotor interessado.”



A decisão do CNMP ocorreu por 9 votos contra 3. A maioria dos conselheiros entendeu que o promotor não preencheu os requisitos necessários para ter direito ao cargo vitalício, em que uma demissão só pode ocorrer depois de sentença judicial em que não cabe mais recurso. Com isso, o Ministério Público de São Paulo deve exonerá-lo.

A decisão não tem validade automática, pois o promotor ainda poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto isso, ele continuará apenas afastado do cargo. Se for exonerado, será julgado pelo Tribunal do Júri de Bertioga e não pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), pois perderá o foro privilegiado pelo cargo que ocupa.

O CNMP é o órgão responsável pelo controle externo do Ministério Público. Em setembro de 2007, o conselho já tinha afastado o promotor em caráter provisório. Na ocasião, suspendeu decisão do Órgão Especial do MP de São Paulo, que determinara a reintegração de Thales Ferri por entender que ele teria direito ao cargo vitalício.

Retomada no fim de maio, a discussão foi interrompida porque quatro conselheiros pediram vista para analisar melhor o caso. Nesta segunda, o julgamento foi concluído.



O caso

Em 30 de dezembro de 2004, o promotor saiu de uma festa na Riviera de São Lourenço acompanhado da namorada, Mariana Ozores Bartoletti, quando passou por quatro jovens, entre eles as duas vítimas. Segundo o promotor alegou na época, um dos jovens teria mexido com sua namorada.

Uma discussão começou e o promotor teria sacado uma pistola Taurus, calibre 380, e disparado contra o grupo. Atingido, Diego Mendes Modanez morreu. Também baleado, Felipe Siqueira Cunha de Souza sobreviveu. A defesa do promotor alega que ele disparou em legítima defesa, por se sentir acuado pelos jovens que o provocavam.



Lágrimas

Familiares do jovem que morreu comemoraram a decisão. “Espero que agora ele vá à júri popular. É o que ele merece, tirou a vida do meu filho de 20 anos. A Justiça começou a ser feita”, disse, muito emocionada, a mãe de Diego, Sonia Mendes Ferreira Modanez, que afirmou estar de “alma lavada” com o posicionamento do conselho.

Apreensivo, o promotor acompanhou toda a sessão, que durou 3 horas e meia. Mas deixou o local sem falar com a imprensa.



Votos

Os conselheiros Alberto Cascais, Osmar Machado, Cláudio Barros, Sandro Neis, Nicolau Dino, Raimundo Nonato, Fernando Quadros e Ivana Auxiliadora votaram contra a manutenção do cargo vitalício. O conselheiro Sérgio Couto juntou-se ao grupo e mudou o seu voto nesta segunda. No fim de maio, ele tinha votado pelo vitaliciamento do promotor.

O relator do caso, Ernando Uchoa Lima, já tinha se posicionado pela manutenção do cargo vitalício em maio. Na ocasião, ele votou pelo arquivamento do caso. “Nada justifica o não-vitaliciamento. A conduta funcional foi considerada boa pela corregedoria. Além disso, ele agiu em legítima defesa. Foi perseguido, havia uma ameaça de agressão física. É o exemplo clássico de legítima defesa”, disse o relator.

Em uma terceira linha de pensamento, os conselheiros Diaulas Ribeiro e Paulo Barata defenderam nesta segunda a suspensão do julgamento no CNMP até que haja decisão do Poder Judiciário. Thales Ferri Schoedl ainda não foi julgado criminalmente.

Cláudio Barros salientou que o promotor “não possui o perfil condizente ao cargo”, afirmando que ele tinha o hábito de andar armado. “O dr. Thales não soube, com quase um ano e três meses de atividade, dizer a que veio”, sustentou o conselheiro.

“Quando se afrouxam as defesas morais, abrem-se sulcos aos desvios. Não basta o promotor de justiça parecer honesto, há que se provar no dia-a-dia”, complementou”.

Para ele, Thales Ferri Schoedl agiu “com intuito de falsear a verdade”, pois, sustentou o conselheiro, assinou documentos com data adulterada e não compareceu ao trabalho na data em que o crime ocorreu. “Enquanto constava que ele estava trabalhando, encontrava-se preso em flagrante”, disse Barros.

“A conduta [de Thales Ferri Schoedl] foi bem aquém do que se espera de um promotor de Justiça”, disse, ressaltando que o promotor foi armado a uma “balada”, afirmou o conselheiro Osmar Machado.

“Exige-se dos membros do Ministério Público mais retidão que do homem comum”, declarou o conselheiro Sandro Neis.

Justiça de SC condena pastor a 36 anos por abuso sexual de jovens

Justiça de SC condena pastor a 36 anos por abuso sexual de jovens
Ele ameaçava expulsar da igreja os jovens que resistissem ao assédio.
A defesa poderá recorrer da decisão.

Notícia do Globo.com

Um pastor foi condenado pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ) a 36 anos de prisão por abusar sexualmente de sete jovens. Cabe recurso.

Segundo as investigações, o pastor exibia vídeos pornográficos para os jovens e ameaçava expulsá-los do grupo da igreja caso resistissem ao assédio.

O pastor já havia sido condenado a 19 anos e seis meses em um julgamento anterior, mas o réu e o Ministério Público (MP), que requeria o aumento da pena, recorreram da sentença. Por unanimidade, a 3ª Câmara decidiu pela apelação do MP, aumentando a pena em 16 anos e seis meses.